Culinária, Sugestões

Brigadeiro – dica de culinária.

Fala galera, hoje vamos falar de coisas doces!

Quem não ama o bom e velho brigadeiro tradicional ?

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Brigadeiro de chocolate

Ele usa apenas quatro ingredientes (mas o granulado, para uns é dispensável)  é impossível errar a receita e fica pronto em menos de 20 minutos. Chocolate, leite condensado e manteiga ou margarina (eu, particularmente, prefiro manteiga), o chocolate granulado, uma panela média e uma colher de pau é tudo o que você vai precisar.

Depois é só fazer as bolinhas e passar no chocolate granulado (algumas pessoas passam no açúcar de confeiteiro). Apesar de altamente calórico e com muito mais açúcar do que deveria, o leite condensado é a base da confeitaria brasileira (mas pode-se fazer leite condensado caseiro).

Quando morei na Irlanda, senti falta do produto nos supermercados. Descobri um condensed milk, que não é igual ao brasileiro, mas dá pra fazer um brigadeiro bem legal!

Ingredientes

  • 1 lata de leite condensado moça (395g);
  • 3 colheres de sopa de chocolate em pó;
  • 1 pacote de chocolate granulado;
  • 1 colher de sopa de manteiga.

Modo de Preparo

  1. Em uma panela média, misturar o leite condensado, chocolate em pó e manteiga.
  2. Mexer bem, para dissolver o chocolate em pó.
  3. Colocar sobre fogo baixo e mexer constantemente de 10 a 12 minutos. Não pare de mexer, pra não empelotar.
  4. Deixar esfriar.
  5. Untar as mão com manteiga e fazer bolinhas pequenas(em torno de 2 cm de diâmetro).
  6. Envolver as bolinhas com o chocolate e granulado.

  7. Se quiser, ponha em forminhas de papel, se for pra festa, ou sirva sem elas.

Bom gente! Essa receita é o fácil do fácil, então vai lá tentar fazer!

Mas a gente pode fazer uns brigadeiros mais incrementados, usando a criatividade e o gosto pessoal de cada um.

O importante é usar ingredientes de boa qualidade!

Bom apetite!

Texto: Lila Amaral.

Culinária, Dicas, Turismo, Viagens

La Coruña – Dica do dia – Viagem: Espanha

Acho que a maioria das pessoas, quando pensa em lugares para visitar na Espanha, já imagina logo Madrid, Barcelona, Ibiza, Palma de Mallorca, Sevilla, Granada, Córdoba e cidades maiores e mais conhecidas.

Eu nunca tive em mente visitar Lá Coruña.

Ainda bem que eu fui, pois foi uma experiência bem agradável.

Os povo da região da Galiza, tem uma simpatia nata. Viajar pela Espanha foi uma grata surpresa!

Coruña é uma cidade pequena, mas com coisas interessantes pra fazer.

Uma das experiências mais inesquecíveis que vivi em Coruña, foi o passeio à torre de Hércules, único farol romano, no mundo, ainda em funcionamento. 

TORRE DE HÉRCULES

Horário de funcionamento:

Segunda a Domingo

  • Outubro a Maio: das 10:00 ás 18:00.
  • Junho a Setembro: das 10:00 ás 21:00

Tarifas:

Tarifa geral: 3 €

Tarifa reduzida: 1,50€

Aplicada nos seguintes casos:

  • Menores de 14 anos e maiores de 65 anos.
  • Grupos de mais de 20 pessoas em visita previamente agendada.
  • Nos dias e nos casos que o estbeleça a Junta do Governo

Gratuito:

Aplicada nos seguintes casos:

  • Grupos educativos do município da Coruña em visita previamente agendada.
  • Entradas para professores responsáveis por grupos ou guias turísticos.
  • Pessoas com alguma deficiência física ou psíquica, comprovada.
  • Visitas financiadas pela Prefeitura.
  • No Dia Internacional dos Museus.
  • Em todas as segundas-feiras do ano.

Como chegar:

  • De carro: estacionamento na praça da Torre;
  • De autocarro urbano: 3, 3A, 5;
  • De eléctrico turístico: dispõe de várias paradas na Orla Marítima;
  • De bicicleta: ciclovia ao longo da Orla Marítima;
  • Caminhando: essa foi minha opção, pois assim pude conhecer os arredores, que são bem interessantes.
A Praça María Pita, no centro histórico, é onde o povo se reúne pra conversar, admirar a arquitetura da Câmara Municipal, em estilo modernista, tomar o bom e velho cafezinho e apreciar o movimento dos turistas.
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Praça Maria Pita – Coruña
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Câmara Municipal de Coruña

A partir desta praça, entramos na cidade, pra conhecer a história de Coruña. As opções de visitas são muitas:

Igreja de Santiago, românica do séc. XII, embora tenha elementos ogivais dos séc. XIV e XV.

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Praça de Azcárraga

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Fonte dos desejos – Praça de Azcárraga

Colegiata de Santa María, construída entre os séc. XII e XV, muito perto do Museu de Arte Sacra; ou a praça e convento de Santa Bárbara, que formam um conjunto arquitetônico, de singular beleza.

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Colegiata de Santa Maria

Andando pelo Passeio Marítimo…

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Deixamos a zona antiga da Corunha e vamos até aos Jardins da Real Maestranza com antigos canhões de defesa e onde temos uma notável vista para o dique de Barrié de la Maza, à excecional arquitetura contemporânea da Torre de Controlo Marítimo e ao Castelo de San Antón, uma fortaleza construída em 1587, na entrada da baía da Corunha. Prevalecem os estilos renascentista e neoclássico.

 

Daqui, voltamos para o ponto de partida pela Avenida Rubine, a praça de Pontevedra e a rua Juan Flórez, na qual se pode observar a arquitetura da Coruña.

Como arquiteta, fiquei curiosa pra conhecer o estilo da cidade.

 

Daqui, saímos para os Jardins de Menendez Núñez, uma das áreas mais clássicas e conhecidas da cidade, podendo descansar nos jardins, aproveitando a descontração do espaço. 

Depois de descobrir os principais locais de interesse , é hora de fazer uma pausa para saborear a cozinha tradicional da Corunha.

La Coruña, como outras cidades costeiras da Galiza, é conhecida principalmente pela qualidade e frescura dos frutosdo mar.

Além dos produtos gastronômicos mencionados acima, estes são alguns dos pratos típicos da Corunha:

  • Polvo galego ou polvo feira , este é um prato típico de toda a Galiza. É polvo cozido e fatiado, servido com um pouco de óleo e polvilhado com páprica.
  • Empanada gallega , recheada com os mais variados ingredientes, como bonito, bacalhau, carne, zorza, polvo, vieiras ou lampreia.
  • Caldo ou caldo galego , não há prato principal mais convincente que o caldo galego, feito principalmente com nabos, batatas, carne de porco e lacon.
  • Lacón con grelos , estes são os dois principais ingredientes deste prato delicioso, mas também inclui chouriço e batatas.
  • Pimentos do padrão , são servidas simplesmente fritas com uma pitada de sal gordo por cima, embora sim, lembre-se de que algumas costeletas e outras não.

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Posição de Coruña na Espanha

 

Texto: Lila Amaral.

Hoje é dia de?

Dia da Bandeira Nacional

Oi gente!

Anualmente, em 19 de novembro, se homenageia a bandeira brasileira que foi criada logo após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.

Nossa bandeira passou por muitas transformações, mas ela continua sendo um símbolo nacional. Os outros três são: Hino Nacional, Armas Nacionais e Selo Nacional.

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Tenho andado bastante por aí, por cidades e países com culturas totalmente diferentes da nossa.

Alguns em situação muito melhor economicamente, outros piores, mas na maioria deles, vejo sempre bandeiras penduradas nas janelas das casas, em praças, edifícios públicos e privados, em bares…enfim, isso mostra o patriotismo e o orgulho das suas nações.

Isso não significa que as pessoas aprovem as coisas que estão acontecendo de maneira geral em seus governos e aprovem seus governantes, mas a Bandeira é um dos símbolos Nacionais e é disso que as pessoas se orgulham.

Em lugar de queimar, cuspir, rasgar ou pisar na bandeira da nossa nação, vamos levantá-la e lutar pelos ideais de forma justa, com propósito definido e com orgulho, até porque é considerado crime, a destruição da bandeira.

Simbolicamente, se atribuem significados às suas cores:

  • Branco- Desejo pela paz;
  • Azul- Céu e rios brasileiros;
  • Amarelo- Riquezas naturais do Brasil;
  • Verde- Riqueza da flora e fauna do país.

As estrelas são os 27 estados que formam nossa nação.

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Viva a Bandeira Nacional e viva o Brasil.

Texto: Lila Amaral.

Culinária, Fatos reais, Sugestões

Desperdício de alimentos no mundo

Pensem em um número. Pensaram?

Pois este número, nem de perto corresponde ao número de toneladas de alimentos desperdiçados por ano, em todo mundo.

Cerca de 1,3 bilhões de toneladas de produtos aptos para consumo humano, foram parar no lixo no último ano, representando o equivalente a 750 bilhões de dólares.

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É inaceitável ler pesquisas dessa natureza, principalmente, quando sabemos que milhões de pessoas, literalmente, morrem de fome no mundo.

A política do mercado financeiro, que, gera produção em excesso e as condições de transporte, que nem sempre atendem à demanda, são fatores significativos para gerar e aumentar o problema.

Além disso, há desperdício de alimentos na cozinha da nossa própria casa e no hábito de muitos consumidores, que valorizam o aspecto estético do produto, da fruta, da verdura, se ela está bonita, etc. Se ela está com uma manchinha, ou feia, enrugada, ou se a cenoura não tem aquele tamanho ou formato exato, ela já não serve para o consumo. Então, como o consumidor rejeita, o varejo acaba rejeitando, e o produtor nem colhe.

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Isso está mudando na Europa e em alguns lugares dos Estados Unidos, mas, principalmente na Europa, existem campanhas públicas para consumir alimentos que não são perfeitos, bonitos, mostrando que a qualidade nutricional está nessa diversidade.

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As pessoas são diferentes, por que os vegetais têm de ser iguais? Então, o consumo é ditado pelo mercado, sim, porém o mercado se move em função da consciência das pessoas. Por isso, tem de conscientizar as pessoas para o consumo diferenciado.

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É possível trilhar alguns caminhos para combater o desperdício dos produtos alimentícios no mundo. No caso dos excedentes, a melhor opção é a reutilização deles na cadeia alimentar do ser humano, por meio de mercados secundários ou da doação aos mais necessitados da sociedade. Muitos países, já fazem isso. Um exemplo é o Reino Unido.

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Geladeiras solidárias No Reino Unido, para quem quer doar alimentos e para quem precisa deles

Se os alimentos não estão em condições para o consumo humano, a alternativa mais adequada é desviá-los para a cadeia alimentar animal, poupando recursos que, de outra forma, seriam necessários para produzir ração comercial.

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As perdas e desperdícios de alimentos representam uma vasta e inútil drenagem de recursos de várias ordens: terra, água, energia, força de trabalho e dinheiro, além de diminuir o bem estar das pessoas e prejudicar o meio ambiente em geral, elementos cujo valor não pode ser quantificado ou monetarizado. O desperdício tem um impacto cultural, pois a grande quantidade de comida perdida transmite uma impressão de que o alimento é facilmente conseguido e tem pouco valor, e por isso pode ser desperdiçado sem preocupações, o que é uma visão profundamente equivocada, reforçando o círculo vicioso das perdas.

Mais consciência!

Menos desperdício!

Referências:

  • FAO, “Desperdício global de alimentos. ONU- BR. Consulta em 08/10/2019
Culinária, Curiosidades, Hoje é dia de?

Dia do Sorvete

Desde 2003, o dia 23 de setembro não é mais somente o início da primavera: é o Dia Nacional do Sorvete, data instituída pela ABIS – Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes, com o objetivo de estimular o consumo de sorvete, valorizando a composição nutricional do produto e os seus benefícios. Essa celebração marca o início das temperaturas mais quentes do ano no País, época que normalmente é mais acentuado o consumo de sorvetes.

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A história do Sorvete:

Um dos alimentos mais consumidos no planeta, o sorvete, por incrível que pareça, surgiu muito antes da primeira geladeira.

Sua origem é cheia de controvérsias, mas, atribui-se sua autoria aos chineses. Por volta de 1000 a.C,. Eles experimentaram usar flocos de neve para conservar a sobremesa predileta dos nobres, feita de uma pasta de leite de arroz e especiarias e acabou criando uma iguaria refrescante.

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Alguns pesquisadores afirmam que foi Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), rei da Macedônia, o introdutor do sorvete na Europa, trazendo do Oriente uma mistura de salada de frutas, embebida em mel, que era guardada em potes de barro enterrados no chão e mantidos frios com a neve do inverno.

Outros pesquisadores atribuem esse feito aos árabes, que teriam aperfeiçoado a receita chinesa com o desenvolvimento da técnica de incorporar a neve ao suco de frutas e ao mel.

Turcos e árabes garantem que “sorvete” é uma palavra de origem árabe, procedente de sharbat, que significa “bebida fresca”.

O fato é que diversos registros comprovam o consumo do sorvete na Antigüidade. Babilônios, egípcios, gregos e romanos deliciaram-se com esta guloseima fria cuja preparação, era complicada e cara, o que fazia do sorvete um prazer para poucos , pois era preciso que trouxessem neve do alto das montanhas e armazenar em buracos na terra, revestidos de madeira onde o gelo era comprimido e coberto com palha para que se conservasse.

Com a decadência da cultura antiga, entretanto, o consumo do sorvete se perdeu no tempo, até o final da Idade Média, época em que volta à cena por obra, dizem alguns historiadores, do mercador veneziano Marco Pólo que, em 1295, teria trazido da China, junto com o macarrão e o arroz, algumas receitas de sorvete à base de água, muito parecido com os atuais.

Outros autores, acreditam que o sorvete tenha chegado à Itália pela Sicília, trazido pelos árabes que dominaram a ilha no século IX.

A partir daí, difundiu-se por toda a Itália, entre a realeza e a aristocracia, que logo adotaram os sorvetes de fruta como um prato de luxo, cujo preparo era considerado uma sofisticada arte.

Pouco tempo depois, chegou à França em 1533, com Catarina de Médici que, ao se casar com o rei francês Henrique II, levou em sua bagagem receitas e chefes de cozinha que lhe serviam, diariamente, sorvetes dos mais diversos sabores de frutas. A neta de Catarina de Médicis casou-se em 1630 com Carlos I da Inglaterra e, segundo a tradição da avó, também introduziu o sorvete entre os ingleses.

Em Portugal, o sorvete chegou durante o período de dominação espanhola (1580-1640) e faziam sucesso as bebidas nevadas, embora fosse difícil e caro trazer neve da Serra da Estrela para a corte em Lisboa. Por volta de 1715, no reinado de D. João V, havia inúmeros fabricantes de sorvete na capital portuguesa.

Em 1550, Blasius Villafranca, físico espanhol radicado na cidade italiana de Florença, descobriu ser mais fácil congelar a mistura de suco de frutas e especiarias juntando salitre à neve (técnica já conhecida dos chineses desde o século 12). Essa descoberta deu origem ao que poderia ser chamada de primeira sorveteira da História.

O leite entra na receita

Segundo a Grande Enciclopedia Illustrata della Gastronomia (Selezione dal Reader’s Digest, Milão, 2000), até meados do século 16, o sorvete continuava a ser preparado com água, ou seja, sem leite ou ovos. Só um século mais tarde, em 1671, na Inglaterra, o leite ou seu creme, ovos e aromatizantes foram incorporados ao sorvete pelo francês DeMirco, pâtissier do rei Carlos II que, diante de uma novidade tão espetacular, tornou ilegal o consumo da iguaria fora da corte real e, para se garantir, até morrer, em 1685, pagou royalties ao chef pela criação, para que esta fosse exclusividade da sua mesa.

Um ano depois, em 1686, o siciliano Francesco Procópio dei Coltelli inaugurava, em Paris, o Café Le Procope, a primeira cafeteria e sorveteria da cidade (que funciona até hoje), tornando o sorvete uma delícia acessível a todos que quisessem e pudessem pagar por ela.

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A primeira sorveteria da Inglaterra foi aberta em 1757, na Berkeley Square, Londres, pelo chef-pâtissier italiano Domenico Negri, com o nome de Pot & Pine Apple.

Em 1768, é publicada na França “A Arte de se Fazer Sobremesas Geladas”, (L´art de bien faire les glaces d´office) . Primeira publicação no Ocidente que revelava receitas e explicações teológicas e filosóficas para o fenômeno do congelamento da água e fabricação de sorvetes. Os árabes num de seus tratados antológicos de cozinha, escrito no século 11, por Wusla Hila al Habib, já dedicava uma seção inteira ao sorvete.

O Sorvete cruza o Atlântico

O sorvete chegou aos Estados Unidos em 1770, levado pelo italiano Giovanni Bosio, e conquistou o paladar dos norte-americanos rapidamente. Lá, a história dos sorvetes ganhou importantes capítulos e o país se transformou no principal produtor e maior consumidor desta iguaria no mundo.

Em 1846, a norte-americana Nancy Johnson inventou um congelador que funcionava com uma manivela que, quando girada manualmente, agitava uma mistura de vários ingredientes. Na parte de baixo, havia uma camada de sal e gelo, que a congelava. Era a precursora das primeiras máquinas industriais de sorvete.

Dois momentos marcaram o desenvolvimento do sorvete nos Estados Unidos e, conseqüentemente, no mundo: o primeiro em 1851, quando o leiteiro chamado Jacob Fussel, para aproveitar o excedente de sua produção de leite, abre em Baltimore a primeira fábrica de sorvetes, produzindo em maior escala e sendo, também, seguido por outros em Washington, Boston e New York; e o segundo, com a invenção, entre 1870 e 1900, da refrigeração mecânica, permitindo a produção de gelo independente do processo natural.

É nesse momento, que o sorvete ganha mais espaço na sociedade, passando de um alimento proibido a uma sobremesa comum, presente no cotidiano de todos.

Foram sorveteiros norte-americanos que, no fim do século 19, criaram três receitas, o sundae, a banana split e o ice cream soda, que fazem sucesso até hoje e são ícones da cultura do país. Em 1904, durante a Feira Mundial de St. Louis, outro acontecimento inusitado resultou na invenção da casquinha. Um sorveteiro, vendo esgotar-se o estoque de pratos, resolveu servir seu produto nos waffles do stand vizinho.

Já o picolé foi inventado em 1905, na Itália, por um menino de 11 anos chamado Frank Epperson, que esqueceu no quintal um copo de refresco com uma colher dentro durante uma noite de inverno. De manhã, ele notou que a bebida e a colher haviam congelado juntas.

Em 1920, um fabricante de Ohio, Harry Burt, pôs a venda o primeiro picolé dos Estados Unidos. No mesmo ano, Christian Kent Nelson lança o Eskimo Pie, o primeiro picolé recoberto de chocolate norte-americano.

Em 1938, J. F. McCullough e seu filho Alex McCullough inventaram um tipo de sorvete mais leve. Eles descobriram que misturando os ingredientes antes do congelamento, o sorvete ficaria muito mais leve e saboroso.

No Brasil

Foram os cariocas os primeiros brasileiros a experimentar a delícia gelada que já fazia sucesso em boa parte do mundo. No dia 23 de agosto de 1834, Lourenço Fallas inaugurava na cidade do Rio de Janeiro, na época da Corte real portuguesa, dois estabelecimentos – um no Largo do Paço e outro na Rua do Ouvidor – especialmente destinados à venda de gelados e sorvetes. Para isso, importou de Boston (EUA), 217 toneladas de gelo, que foram conservados envoltos em serragem e enterrados em grandes covas, mantendo-se por 4 a 5 meses.

Na época, não havia como conservar o sorvete gelado, por isso ele tinha que ser consumido logo após o preparo. Por isso, as sorveterias anunciavam a hora certa de tomá-lo.

Em São Paulo, a primeira notícia de sorvete que se tem registro é de um anúncio no jornal A Província de São Paulo, de 4 de janeiro de 1878, que dizia: “Sorvetes – todos os dias às 15 horas, na Rua direita nº 14”.

No Brasil, antes do sorvete, as mulheres eram proibidas de entrar em bares, cafés, docerias, confeitarias… Para saboreá-lo, praticaram um ato de rebeldia contra a estrutura social vigente, invadindo lugares ocupados até então quase que exclusivamente pelos homens. Por isso, entre nós, o sorvete chegou a ser considerado o precursor do movimento de liberação feminina.

A evolução do sorvete no Brasil, deu-se a passos curtos, de forma artesanal, com uma produção em pequena escala e em poucos locais. A distribuição em escala industrial no País só aconteceu a partir de 1941, quando, nos galpões alugados da falida fábrica de sorvetes Gato Preto, na cidade do Rio de Janeiro, foi fundada a U.S. Harkson do Brasil, a primeira indústria brasileira de sorvete. Seu primeiro lançamento, em 1942, foi o Eski-bon, seguido pelo Chicabon. Dezoito anos mais tarde, a Harkson mudou seu nome para Kibon.

Mesmo sendo um país tropical, o Brasil ainda tem números modestos se comparado com outros países, em torno de 3,1 litros por pessoa a cada ano, menos de um quarto do consumo de alguns países nórdicos, por exemplo, de clima frio, que consomem o produto o ano inteiro.

E aí? Curtiu? Então que tal finalizar com um super Sorvete?

Texto: Lila Amaral.

Arquitetura, Turismo, Viagens

Arquitetura – Castelo de São Jorge – Lisboa

O Castelo de São Jorge localiza-se na freguesia de Santa Maria Maior, na cidade de Lisboa, em Portugal.

Sua tipologia é de Arquitetura Militar, que pode ser considerada com um ramo da arquitetura, destinada a edificações de estruturas defensivas. Dada a especificidade desta sub-área, agrupam-se assim semelhanças características neste tipo de construções, como nos castelos e fortalezas, moldados segundo as técnicas de determinadas épocas e regiões.

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O Castelo de São Jorge é um dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa, situado na mais alta colina da cidade, proporcionando uma bela vista da cidade e do rio Tejo.

 

As primeiras fortalezas do castelo datam do século I .a.C., tendo sido reconstruído diversas vezes por vários povos ( fenícios, gregos, cartagineses, romanos e muçulmanos), comprovando a ocupação humana, constante, desde tempos remotos. O castelo já teve diferentes nomes, mas, o atual, deriva da devoção a São Jorge, santo padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas, feita por ordem de D. João I no século XIV.

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Recriação baseada na história da cidade

Após a conquista de Lisboa, em 25 de Outubro de 1147, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, até ao início do século XVI, o Castelo de S. Jorge conheceu o seu período áureo. Os antigos edifícios da época islâmica foram adaptados e ampliados para acolher o Rei, a Corte, o Bispo e instalar o arquivo real numa das torres do castelo. Transformado em paço real, o chamado Paço da Alcáçova, pelos reis de Portugal no século XIII, o Castelo de S. Jorge foi o local escolhido para se receberem personagens ilustres nacionais e estrangeiras, para se realizarem festas e aclamarem-se Reis ao longo dos séculos XIV, XV e XVI.

Com a integração de Portugal na Coroa de Espanha, em 1580, o Castelo de S. Jorge adquire um caráter funcional mais militar, que se manterá até ao início do século XX. Os espaços são reconvertidos, outros novos surgem. Mas, é sobretudo após o terremoto de Lisboa, em 1755 que se dita uma renovação mais substantiva com o aparecimento de muitas construções novas que vão escondendo as ruínas mais antigas.

Não só com o terremoto de 1755 o castelo sofreu danos, mas também com os terremotos de 1531, 1551, 1597 e 1699. A sua história como Paço Real encerrou-se com a mudança do mesmo, ainda no século XVI para o Paço da Ribeira. A partir de então as suas dependências foram utilizadas como aquartelamento.

Com as grandes obras de restauro de 1938-40, redescobre-se o castelo e os vestígios do antigo paço real. No meio das demolições então levadas a cabo, as antigas construções são resgatadas. O castelo readquire a sua imponência de outrora e é devolvido ao usufruto dos cidadãos. Por esse motivo, ao contrário do que se poderia pensar à primeira vista, o “carácter medieval” deste conjunto militar deve-se a esta campanha de reconstrução, e não à preservação do espaço do castelo desde a Idade Média até aos nossos dias.

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Planta esquemática do Castelo

Já no final do século XX, as investigações arqueológicas promovidas em várias zonas contribuíram, de forma singular, para constatar a antiguidade da ocupação no topo da colina e confirmar o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de S. Jorge como Monumento Nacional, por Decreto Régio de 16 de junho de 1910.

Onze de suas torres estão preservadas, assim como os caminhos entre eles por onde se fazia a ronda de segurança do castelo.

 

No interior, destaca-se o núcleo museológico, onde se pode ver a história de Lisboa, e a Torre de Ulisses. O fundador lendário da cidade dá nome à antiga Torre do Tombo do castelo, onde um periscópio permite observar a cidade em 360º em tempo real, chamada de câmara escura ou obscura.

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Museu arqueológico  do Castelo
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Câmara obscura e periscópio

Castelo de São Jorge, funcionamento:

Endereço: Rua de Santa Cruz – Lisboa.
Horário: (última entrada 30 minutos antes do encerramento).
–  de 1 de novembro a 28 de fevereiro (fechado dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro), das 09h às 18h.
– de 1 de março a 31 de outubro (fecha 1 de maio), das 09h às 21h.
– Câmera Escura (sujeito às condições meteorológicas), das 10h às 17h20.

Preço do bilhete:
Normal: 10€
Pessoas entre 13 e 25 anos: 5€ (só estudantes)
Pessoas com deficiência: 8,50€
Sênior (maiores de 65 anos): 5,00€
Crianças menores de 12 anos e moradores de Lisboa não pagam
Bilhete família com 2 adultos e 2 crianças menores de 18 anos: 20€.
Grupos escolares: 1€

Site: castelodesaojorge.pt

Como chegar no Castelo:

  • De transporte público:
    A partir da praça da Figueira (pertinho da estação do Rossio), pegue o Eléctrico 12 ou 28, de uma geração de bondes que está em funcionamento em Lisboa desde o início do século 20 e desça no ponto do Miradouro de Sta. Luzia ou das Portas do Sol. Ande uns 350 metros e estará no Castelo. Faça esse trajeto antes das 10h, pois o volume de turistas é menor.
    Pra descer mais perto do castelo, prefira o ônibus 737 (autocarro), que para bem próximo do monumento. O melhor lugar para pegá-lo é a Praça Figueira.
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Elétrico 12 ou 28 (bondes)
  • Como chegar a pé:
    Existem dois caminhos para se chegar ao Castelo. Pela Alfama e pela praça Martim Moniz. Ambos são subidas, mas o percurso pode ficar menos cansativo, pois existe um elevador público na rua dos Fanqueiros e uma grande escada rolante na lateral da praça Martim Moniz.

É importante saiber que o acesso ao castelo é feito em duas seções por elevadores diferentes: o primeiro, na Rua dos Fanqueiros, na Baixa (muito perto da Praça do Comércio), que vai até a Rua da Madalena. A partir daí, continuar caminhando, 5 minutos, até o segundo elevador, localizado no antigo Mercado do Chão do Loureiro, que sai próximo ao castelo.

 

Desde a praça Martim Moniz até a rua Marquês Ponte Lima, as escadas cobrem uma distância de 32 metros, com um desnível de 13 metros de altura. É uma ajuda e tanta pra subir.

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Acesso ao Castelo de São Jorge, da praça Martim Moniz

BIBLIOGRAFIA:

  • Os Mais Belos Castelos de Portugal Julio Gil. Augusto Cabrita. Livro 1992.
  • Guia dos Castelos Antigos de Portugal (Vol. I – Norte do Rio Tejo). C. T. North. Livro 2002.
  • CARVALHO, Ana Rita. Monumentos com História Militar: Castelo de S. Jorge. Jornal do Exército, Ano XLIX, n. 575, julho 2008. p. 4.
  • SILVA, A. Vieira da. O Castelo de S. Jorge em Lisboa: estudo histórico-descritivo (2ª ed.). Lisboa: Tip. Empresa Nacional de Publicidade, 1937.

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Fatos reais, Sentimentos

Pablo Neruda, minha inspiração

Oi gente,

Quando comecei a escrever esse blog, minha grande inspiração foi o escritor Pablo Neruda, de quem sou fã.

Essa frase só fez aumentar meu desejo de escrever, mesmo de forma amadora, mas muito apaixonada.

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Então, resolvi homenageá-lo, relembrando um pouco de sua vida e obra.

Nascido Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto, em 12 de julho de 1904, em Parral-Chile, adotou o pseudônimo de Pablo Neruda e foi considerado um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX.

Ainda adolescente, adotou o pseudônimo de Pablo Neruda, inspirado no escritor tcheco Jan Neruda. Esse pseudônimo foi utilizado durante toda a sua vida, mas, tornou-se seu nome legal, depois de uma ação de modificação do nome civil.

Filho de um ferroviário e de uma professora, o autor ficou órfão de mãe assim que nasceu. Passou a sua infância em Temuco, no sul do país. Mais tarde, seu pai casou-se com Trinidad Candia Marverde, que é mencionada em diversos textos do autor com o nome de Mamadre.

Ainda em Temuco, com sete anos, ingressou no Liceu, e ainda na época escolar publicou seus primeiros poemas no periódico A Manhã. Já em 1919, conseguiu o terceiro lugar nos Jogos Florais de Maule com o Poema “Noturno Ideal”.

Em 1920, o escritor começou a escrever para a revista literária “Selva Austral”, usando o seu pseudônimo.

Em 1921, mudou-se para Santiago, onde ingressou no curso de francês no Instituto Pedagógico da Universidade do Chile. Nesse mesmo ano, ganhou o prêmio da Festa da Primavera com o poema “A Canção da Festa”.

Em 1923, reuniu seus poemas em “Crepusculário”.

Em 1924, publicou “Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada”, a obra, repleta de lirismo, que fez de Neruda um dos mais famosos poetas chilenos.

Suas obras, responsáveis por seu sucesso, tratavam de temas sociais, éticos, políticos, tinham influência do modernismo e surrealismo e falavam sobre morte, ruína, desintegração, caos no mundo, vida cotidiana, amor.

Suas principais obras são:

  • ”Crespusculário” (1923).
  • “Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada” (1924).
  • “Residência na Terra” (1933).
  • “O Habitante e sua Esperança” (1936).
  • “Anéis” (1936).
  • “Tentativa do Homem Infinito” (1936).
  • “Espanha no Coração” (1937).
  • “Canto General” (1950).
  • “Os Versos do Capitão” (1952).
  • “As Uvas e o Vento” (1954).
  • “Odas Elementales” (1954).
  • “Cem Sonetos de Amor” (1959).
  • “Memorial de Isla Negra” (1964).
  • “A Espada Incendiada” (1970).

Em 1973, o general Augusto Pinochet (1973-1990) derrubou o presidente e amigo de Neruda, Salvador Allende. Nessa época, instalou-se uma ditadura militar no Chile e a casa de Neruda, em Santiago, foi saqueada e muitos dos seus livros foram queimados.

Amigos próximos informaram que, após esse episódio, a saúde do poeta, que já estava com câncer de próstata, agravou-se.

Pablo Neruda faleceu no dia 23 de setembro de 1973, em Santiago, no Chile, em decorrência do câncer de próstata, no entanto, muitos acreditam que ele foi assassinado ainda no hospital e outros que, ele morreu de tristeza, após o golpe militar. Porém, a versão do ditador Augusto Pinochet é de que o autor morreu devido ao câncer de próstata.

O corpo de Neruda foi sepultado no jardim da sua propriedade em Isla Negra – Santiago, capital do Chile, ao lado de sua esposa, Matilde Urrutia.

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Túmulo de Neruda em sua casa no Chile

O motorista do poeta, Manuel Arraya, testemunhou à Justiça chilena ter visto um médico aplicando uma suposta injeção venenosa em Neruda. A única maneira de esclarecer isso foi fazendo uma exumação do corpo.

Em sua trajetória, nem só de literatura viveu Neruda. Ele foi cônsul do Chile na Espanha e no México e embaixador em Paris. Envolveu-se na política como senador, e desistiu das eleições presidenciais de 1945. Recebeu o Nobel de Literatura em 1971, e o Prêmio Lenin da Paz em 1953. Concederam-lhe ainda o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Oxford em 1965.

Quando soube que havia enfim recebido o Prêmio Nobel de Literatura, em 1971, aquele a quem Gabriel Gárcia Márquez chamou de “o maior poeta do século 20, em qualquer idioma” quase não acreditou no que chamou de “milagre”, conforme declarou em entrevista diante da notícia. “Enfim parece que sou mesmo agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura. Ótimo, vocês sabem que nós, poetas, sempre estamos esperando milagres. E o milagre realizou-se”, afirmou Neruda.

Saudade (Poema de Pablo Neruda)

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já…
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida…
Saudade é sentir que existe o que não existe mais…
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam…
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Reconhecimento de um talento:

“Neruda renasce todos os dias, porque sempre há alguém que o lê pela primeira vez e outro que relê seu trabalho com novos olhos. Não lê-lo empobreceria nossas vidas.”

José Emilio Pacheco

“Aclamado desde tenra idade, o de Neruda era uma progressão natural. Sua poesia fluía como um rio. Era água do céu. Todo poema deslumbrou. Os leitores aprenderam sua poesia de cor. Mas eles não precisaram memorizá-la: ela permaneceu marcada. na pele deles, dançando nos lábios, correndo pelas veias. Neruda era sangue do sangue dele, carne da carne dele. “

Elena Poniatowska

“Não há ninguém que possa alcançar o brilho poético único que Neruda faz apenas combinando um substantivo e um adjetivo que nunca haviam sido reunidos antes”.

Mário Benedetti

“Nenhum poeta do hemisfério ocidental em nosso século pode se comparar a ele”.

Harold Bloom

“O maior poeta do século XX em qualquer idioma.”

Gabriel Garcia Marquez

Texto: Lila Amaral.

Referências:

Curiosidades, Fatos reais

Estrangeirismos

Oi gente, quem aí nunca usou palavras de outros idiomas, para se referir a coisas do nosso país? Muitas vezes né?

Por isso, vamos falar de uma coisa super comum no nosso cotidiano: ESTRANGEIRISMO.

O QUE????

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O estrangeirismo é o emprego de palavras e expressões, tomadas por empréstimo de outras línguas que, são incorporadas por meio de um processo natural de assimilação de cultura ou pela proximidade geográfica com países, ao nosso vocabulário. Sendo assim, podemos dizer que o estrangeirismo é um fenômeno linguístico que acontece de maneira espontânea e quando menos percebemos, estamos usando termos em vários idiomas, para nos referir a coisas e ideias.

Alguns estudiosos, veem o estrangeirismo como uma ameaça à língua portuguesa, mas jamais substituiremos o português pelo inglês, idioma que mais palavras empresta ao português na atualidade.

Ao longo da história tomamos emprestados vocábulos de muitos idiomas. Se hoje em dia o inglês (anglicismo) é quem mais nos empresta palavras, no início do século XX, o francês (galicismo) era quem dominava. Algumas palavras desse idioma o tempo levou de nosso vocabulário, enquanto outras foram tão bem recebidas e assimiladas que fica difícil acreditar que não são nossas. Veja os exemplos abaixo:

Abajur – abat-jour
Balé – ballet
Batom – bâton
Sutiã  soutien
Toalete – toilette

As palavras que hoje usamos não preservaram suas formas originais e isso se deve ao processo de aportuguesamento. Outras, no entanto, conservaram a grafia original. Veja alguns exemplos:

Backup
Hardware
Software
Pen drive
Check-in
Design
Designer

A maioria dos termos acima pertence ao universo da informática e ainda não possui correspondentes na língua portuguesa. Por não termos conseguido substitui-los, sem que houvesse perda de significado exato.

Os estrangeirismos mais usados no Brasil:

Né possível delimitar fronteiras para a comunicação. A língua é uma ferramenta democrática e pertence aos falantes, somos nós quem decidimos os rumos da linguagem.

No entanto, já houve tentativa de barrar o avanço dos estrangeirismos na língua portuguesa. Em 1999, o deputado Aldo Rebelo criou um Projeto de Lei que propunha “a promoção, proteção, defesa e o uso da língua portuguesa”, cujo objetivo era abolir os empréstimos linguísticos e punir quem insistisse em corromper o português. O projeto não deu em nada, até porque seria impossível retirar alguns termos do nosso cotidiano, visto que, estão incorporados de forma irreversível.

A implicância contra os estrangeirismos, deriva do exagero: se existe uma palavra na língua portuguesa que consegue expressar com exatidão o significado de uma palavra, por que não usá-la? A resposta para essa pergunta passa pela influência, nem sempre positiva, de uma cultura sobre a outra. Pensar que o inglês, o francês ou seja lá qual língua for, sejam mais importantes do que a nossa, apenas reafirma poderes que, levam o falante a acreditar que é chique usar estrangeirismos. Mas não é.

Vejo a toda hora, pessoas dizendo OK, quando poderiam dizer, certo, tudo bem ou qualquer outro termo equivalente.

Muitas pessoas adoram usar o termo em francês, voilà, pra substituir um simples, aqui está.

Como em quase tudo na vida, menos é mais. Na dúvida e na possibilidade de usar um termo tupiniquim, opte sempre pelo bom senso, ou seja, prefira o bom e velho português e nada de for sale em vez de liquidação, certo?

Você não vai ouvir nenhum americano dizendo thau, até logo, como alguns brasileiros dizem bye bye, good bye.

O tema é polêmico e muito!

Em algumas situações, não temos como fugir dele, são os casos das palavras: show e shopping. Ninguém diz que vai ao centro de compras ou algo parecido. 

Já acontece comigo: de tanto ouvir certas palavras em inglês eu acabo repetindo (mesmo quando sei que há equivalente em português) e faço isso sem perceber. É o caso da palavra upgrade. Simplesmente não consigo mais falar melhorar.

O inglês é sabidamente uma das línguas mais faladas no mundo. Mas é inegável que há excessos, há alguma necessidade de pertencimento e existe, até mesmo, um pouco de vaidade. O uso exagerado do inglês é também um reflexo da “síndrome de vira-lata” dos brasileiros. Bem na linha de que tudo o que os outros fazem, especialmente os americanos, é better or cooler than what we do, ou, em português, “melhor e mais legal que o que fazemos”.

Mas estamos no Brasil! Nossa língua materna é linda, apesar de complexa. Então vamos usá-la, abusá-la e valorizá-la.

Eu falo inglês, espanhol, mas meu idioma é o PORTUGUÊS!

Texto: Lila Amaral.

Curiosidades

Design e Designer

Oi gente!

Como tenho formação em Design, gostaria de explicar a diferença entre DESIGN e DESIGNER, porque vejo muita gente confundindo os dois.

É normal, por se tratar de palavras de outro idioma, que foram incorporadas ao nosso.

Uma pesquisa da organização educacional British Council, realizada em 2015, mostrou que apenas 5% da população brasileira fala inglês. Para completar, entre as pessoas que se comunicam no idioma, a maioria tem baixa proficiência, o que quer dizer que falam e/ou entendem mal. É aí que começa a confusão.

Se no nosso país as pessoas já têm sérias dificuldades para interpretar textos em português, então imagine se ficarmos misturando os idiomas. Por isso, quando for mesmo inevitável usar termos em inglês, vamos priorizar explicá-los, como vou fazer agora.

Então vamos lá!

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O termo vem do latim designare e mais tarde foi adaptado, para o inglês, como design.

No Brasil, o termo Design foi adotado durante o 5º ENDI (Encontro Nacional de Desenhistas Industriais), que ocorreu em Curitiba em 1988. Desenhistas Industriais (hoje chamados designers), reuniram-se e acordaram em utilizar os termos ‘Design’ e ‘Designer’, para se designar à matéria e ao profissional da área, respectivamente.

Em inglês, a palavra design pode ser usada tanto como substantivo, quanto como verbo. O verbo refere-se a um processo de dar origem e desenvolver um projeto de algo, ou seja, o verbo é sinônimo em português de projetar. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da ação (ou seja, o produto do design em si), ou o resultado de se seguir ao plano de ação, assim como também ao projeto de uma forma geral.

O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o adotaram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design, ou seja, projetar. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projeto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projetadas. Na língua espanhola também existe essa distinção, usando-se as palavras diseño (que se refere ao design) e dibujo (que se refere ao desenho).

O arquiteto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano.

Na Bauhaus, adotou-se a palavra gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. Quando traduzida para o inglês, adotou-se design, já usada para se referir a projetos.

No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design, por volta da década de 50, adotou-se a expressão desenho industrial, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nome desenho industrial foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projetar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial.

Contudo, no Brasil, a nomenclatura desenho industrial mantém-se em uso atualmente, sobretudo entre os cursos de design em instituições públicas de ensino superior. O termo desenhista industrial, porém, já não segue o mesmo rumo, pois cada vez mais cai em desuso, dando lugar ao termo inglês designer.

O já mencionado Vilanova Artigas tentou resolver a questão propondo a palavra desígnio como sendo a tradução correta de design, pois dessa forma, este apresentaria diferenças do simples “desenho”. Apesar de ser desenho, o design possuiria algo mais: uma intenção (ou desígnio). Entretanto, apesar das pesquisas realizadas pelo arquiteto, sua proposta não foi adotada. Porém, Artigas considera legítimo também o uso da palavra desenho como tradução de design.

Em todas as propostas de nomenclatura está implícito o conceito “projeto”.

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designer, ou projetista é um profissional que desempenha atividade especializada de caráter técnico-científico, criativo e artístico para elaboração de projetos de design passíveis de serialização ou industrialização e que atendam, tanto no aspecto de uso quanto no aspecto de percepção, a necessidades materiais e de informação visual.

Em inglês, o termo se refere a qualquer indivíduo que esteja ligado a alguma atividade criativa ou de projeto.

Esse anglicismo foi adotado no final do século XX no Brasil, com o objetivo de universalizar as profissões ligadas ao projeto. Isso tem ocorrido e a maioria das universidades prefere o termo designer pelo fato de o termo projeto já existir e ser um sinônimo muito próximo do termo design.

O design é um  conceito muito amplo e seu significado pode variar muito de um campo para outro. Ele permeia muitos aspectos de nossas vidas e se ramifica em diversos subgêneros, desde design de produtos, som, realidade virtual, até design de carros, videogames, interfaces de software, interiores de residências e escritórios.

Então, pra ficar bastante claro: DESIGN é o produto e DESIGNER é o profissional.

Exemplo:

Eu sou arquiteta e trabalho com design de interiores. Além de arquiteta eu também sou designer.

Referências bibliográficas:

  • Dicionário escolar da língua portuguesa/Academia Brasileira de Letras. 2ª edição. São Paulo. Companhia Editora Nacional. 2008. p. 424.