Sentimentos, Vida real

Amor ou paixão?

Fala galera!

O post de hoje certamente já foi, é ou será objeto de desejo de muita gente. E com certeza é responsável por muitas estórias: umas com final feliz, outras nem tanto…

Será que alguém consegue driblar esses dois sentimentos? Driblar não sei, mas confundir, com certeza.

Quem nunca amou ou já se apaixonou?  Mas será  que você sabe a diferença entre amor e paixão? Ou a diferença entre paixão e obsessão? Ou de amor verdadeiro e amor platônico?

Então chega mais e dá um confere e aproveita pra contar sua experiência!

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Profissionais de distintas áreas, como a psicologia, filosofia, psiquiatria e até neurologia se debruçam há tempos, sobre esse tema, para estudar esses sentimentos e definir limites e diferenças entre eles.

A psicologia define a paixão como a manifestação do fenômeno da projeção, ou seja, quando a pessoa projeta suas idealizações no parceiro(a).

Isso quer dizer que, quando estamos apaixonados somos atraídos pela idealização que fazemos do próximo e não necessariamente pela pessoa como ela verdadeiramente é.

Deve ser por isso que a paixão é efêmera e muitas vezes frustrante. Quando descobrimos que a pessoa não é nada do que idealizamos, CHUÁ….balde de água gelada.

Normalmente, quando estamos apaixonados as características que mais nos atraem são as físicas. Belos olhos, lábios sensuais, corpo bonito, sorriso sedutor….enfim: o corpo todo fala, então,  qualquer parte dele pode conversar com você e transmitir sensações indescritíveis.

Já com o amor conseguimos enxergar muito além das aparências, identificamos a chamada “beleza interior” da pessoa, ou seja, os seus valores, a sua autenticidade e personalidade acabam por ser tão ou mais excitantes que um belo corpo.

As ilusões também desaparecem com o amor. As pessoas que se amam verdadeiramente conseguem identificar as qualidades e os defeitos do parceiro e mesmo com as adversidades e desavenças, optam por lidar com as diferenças em prol de uma vida a dois.

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Prazo de validade

Vários autores descrevem a paixão como um “sentimento avassalador” e assim como uma grande tempestade, costuma fazer muito estrago, mas uma hora ou outra chega ao fim…

Abro parênteses, para lembrar quem confunde paixão com obsessão, que é uma patologia que precisa de tratamento, porque também  causa estragos ou confunde amor de verdade com amor platônico, onde um “ama” sozinho, alguém que certamente nem sabe que é alvo do sentimento de alguém e também pode ser bem doloroso.

Alguns estudos sobre o comportamento humano dizem que a paixão pode durar algumas semanas ou alguns anos (1 a 2 anos, em média). Após esse período, há dois caminhos: ou se decreta o fim do relacionamento ou se assume o início de uma estória de amor.

Ao contrário da paixão, o amor não acontece à “primeira vista”. Este sentimento é bastante profundo e complexo, sendo necessário um longo período de tempo para que possa se sedimentar. Logo, ele é mais duradouro.

Há quem diga que o verdadeiro amor é para sempre. Mas muitos acreditam que o amor também tem fim…Daí a polêmica em torno desse sentimento tão complexo.

O fato é que alguns casais passam uma vida inteira juntos, sem sequer pensar em separação. Outros passam um bom tempo juntos, mas acabam separando, alegando desgaste da relação, falta de interesse, dentre outras coisas que poderiam ser facilmente resolvidas.

Um casal precisa se reinventar de tempos em tempos, porque rotina é uma coisa muito chata.

Quem consegue comer feijão com arroz todo dia, por anos? Mas se tiver um acompanhamento gostoso, um suculento bife, uma salada bem colorida, uma farofinha bem crocante, aí o prato já fica bem mais apetitoso né?

E não vamos esquecer o respeito e a lealdade, porque não existe nenhum tipo de relação, capaz de sobreviver sem isso.

Pra finalizar esse post, não imaginei reescrever nada, senão o poema do grande Vinícius de Moraes, imortalizado no imaginário de quem ama, seja de que maneira for, afinal, qualquer maneira de amar vale à pena!

Soneto de Fidelidade 

“De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”.

Acho que esse soneto já me inspirou a escrever sobre outro tema polêmico: Fidelidade….

Fique ligado no EscreVENDO.com

Até mais😘

Texto: Lila Amaral.

2 comentários em “Amor ou paixão?”

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