Sentimentos, Vida real

Amor platônico, quem nunca?

 

Mas culpado por querê-la 
Como quem a olha na vitrine 
Mas jamais poderá tê-la”.
(Amor Platônico – Legião Urbana)

O amor platônico deve seu nome a Platão (350 a.C.), filósofo grego da Antiguidade.

Amor platônico, vulgarmente falando,  refere-se a qualquer ligação amorosa entre duas pessoas, onde não existe nenhum tipo de interesse envolvido, incluindo o interesse sexual. 

Screenshot_20200111-150821__01__01.jpg

Esta definição, difere da concepção do amor ideal de Platão, que entendia o amor como algo puro e desprovido de paixões (por definí-las como: cegas, materiais, efêmeras e falsas) e que não se fundamenta num interesse (mesmo o sexual), mas na virtude que possibilita sempre uma nova chance de recomeçar.

Platão defendia que o Verdadeiro Amor nunca deveria ser concretizado, pois quando se ama tende-se a cultuar a pessoa amada com as virtudes do que é perfeito. Quando esse amor é concretizado  aparecem os defeitos de caráter da pessoa amada. Ele também criou a teoria do mundo das idéias, onde tudo era perfeito e que no mundo real tudo era uma cópia imperfeita desse mundo das idéias. Portanto amor platônico, ou qualquer coisa platônica, se refere a algo que seja perfeito, mas que não existe no mundo real, apenas no imaginário.

Amor platônico também pode ser um amor impossível ou que não é correspondido.

Muita gente começa um amor platônico, involuntariamente. É comum esse tipo de sentimento  acontecer na adolescência ou com pessoas tímidas, introvertidas, com baixa autoestima e que têm dificuldade de se relacionar. O amor platônico, baseado no impossível, costuma colocar o ser amado em uma posição inatingível. Na origem deste comportamento estão: insegurança, imaturidade e inibição emocional.

O amor platônico também pode ocorrer pelo medo de sofrer e como ele não se concretiza fica bem mais fácil lidar com o impossível, do que com os possíveis fracassos de uma relação real. No entanto, quando isso começa a trazer sofrimento, a melhor alternativa é procurar a psicoterapia, porque já virou uma patologia.

Mas não estamos falando de nenhum bicho de 7 cabeças, afinal, quem nunca “amou” aquele professor, que fazia você assistir com 100% de interesse, as aulas daquela disciplina que você odiava, só pra ficar olhando pra ele ou ouvindo o som de sua voz?

Quem nunca “amou” aquele ator ou atriz lindo(a) de morrer, que fazia você sonhar com suas carícias, com a(o) irmã(o) mais velha(o) da nossa melhor amiga ou com o(a) vizinho(a) do qual você sequer sabia o nome?

QUEM NUNCA?

Mas vamos combinar que, sair da fantasia e viver as venturas e desventuras de um amor verdadeiro é muito mais legal!

Bjs e até o próximo post!

Texto: Lila Amaral.

2 comentários em “Amor platônico, quem nunca?”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.