Sentimentos, Vida real

Tenho medo de sentir medo…

Oi gente!

Hoje eu preciso escrever sobre uma coisa que me incomoda, me paralisa em algumas situações, me irrita demais e com a qual, só aprendi a conviver, porque é inevitável: O MEDO.

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Sempre me achei corajosa e destemida, até meus primeiros medos aparecerem.

É eu tenho medo de sentir medo…medo de não dominar ele, como tenho conseguido até hoje.

No sentido literal, MEDO é temor, uma ansiedade irracional ou baseada em fatos, é um estado emocional que surge em resposta à consciência, perante uma situação de eventual perigo. A ideia de que algo ou alguma coisa possa ameaçar a segurança ou a vida da gente, faz com que o cérebro ative, involuntariamente, uma série de compostos químicos que provocam reações que caracterizam o medo.

Sei que o medo é uma emoção comum e é sentida por todas as pessoas, em diferentes momentos da vida e com intensidade e foco diferentes, mas ainda assim, odeio sentir medo…

A Inteligência Emocional, estudada por Psicanalistas, considera que existem 2 tipos de medo: os medos reais, que nos protegem dos perigos, e os medos irreais, que são criados pela nossa mente.

Ele surge de um estado de ansiedade e quando se manifesta, o organismo se prepara para uma possível reação, liberando hormônios, que causam aceleração dos batimentos cardíacos, ressecamento dos lábios e contrações musculares involuntárias.  Já senti isso, e detestei, mesmo sabendo que é uma emoção natural e que ajuda a nos proteger de perigos reais.

Tem gente que curte a adrenalina de sentir medo.

O medo real, que, está associado a situações que oferecem riscos reais, como, cair e se machucar ao descer uma escada com salto alto, ou medo de ser demitido do emprego e passar necessidades. Muitas vezes, esses medos são agentes protetores, pois nos fazem pensar antes de agir, de tomar decisões, ou  fazer escolhas. Acho que mesmo sendo incômodo, é um mal necessário.

Já aquele medo irracional, de passar por alguma situação que possa provocar prejuízos emocionais, como: fracassar profissionalmente, se frustrar ou ser rejeitado, em relacionamentos, pode ser problema da nossa cabeça.

Um exemplo disso, são pessoas que se sentem insatisfeitas em seus relacionamentos amorosos, mas insistem na relação, simplesmente por medo da solidão e de achar que nunca mais serão felizes com outra pessoa.

Esse medo desperta nossa insegurança, e normalmente está relacionado ao sentimento de incapacidade ou inferioridade e não de merecimento. Este tipo de medo é capaz de paralisar a vida da gente, gerando perda de oportunidades e sonhos que não se tornam realidade. A gente estaciona.

Isso na verdade nem é mais medo e sim, fobia, aquela coisa meio mórbida ou fruto da nossa imaginação. Não acho saudável, mas se a gente pensar numa criança sozinha em seu quarto escuro, imaginando um monstro embaixo da própria cama, como não entender?

Mas, segundo os especialistas, isso pode ter sido gerado na barriga da mãe…sim, o medo, a insegurança e outros sentimentos  podem nos afetar, desde a gravidez da nossa mãe….que louco isso!

A fobia é um medo exagerado, então não pode ser considerado “normal”.

O medo é uma emoção comum e necessária para nossa sobrevivência, porque tem a função de nos proteger, incentivar nossas ações, ajudar nas escolhas e tomadas de decisões. Nenhuma pessoa é capaz de sobreviver sem seus medos, mas precisamos buscar ajuda, quando isso passar dos limites.

Quando a pessoa sente um medo desproporcional à realidade, é preciso ficar atento, porque pode virar uma paranóia. Em alguns casos, o medo é tão intenso que provoca ansiedade extrema e até ataques de pânico, impedindo que a pessoa mantenha sua rotina. Este tipo de medo está relacionado a problemas emocionais que precisam de tratamento.

Já a fobia é um medo paralisante, diante de uma situação ou objeto que não apresenta qualquer perigo. Pessoas fóbicas sentem tanto medo que evitam determinadas situações, pessoas e lugares para não se expor ao “perigo”. Quando expostos ao objeto causador da fobia, essas pessoas apresentam uma vários sintomas físicos: falta de ar, taquicardia, tremedeira e ataques de pânico. Estou me identificando um pouquinho com a fobia e isso me assusta.

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O número de fobias é quase infinito, porque qualquer pessoa, pode ter medo de qualquer coisa. A Associação Americana de Psiquiatria classifica 500 exemplos de fobias, que são divididas em cinco tipos:

  • Fobias de animais; ( TENHO PAVOR DE BARATA E ARANHA).
  • Fobias relacionadas ao ambiente natural (trovoadas, enchentes, terremotos, desastres naturais);
  • Fobias a sangue, injeções ou feridas; (TENHO NÁUSEA QUANDO VEJO SANGUE).
  • Fobias a situações específicas (altura, andar de avião, andar de elevador);
  • Fobias sem classificação específica (medo de contrair uma doença, medo do escuro, medo de morrer, dentre outros).

Parece exagero, mas as fobias atingem cerca de 10% da população mundial, e qualquer pessoa pode ser acometida por uma delas em algum momento da vida. Algumas bem comuns e que a gente as vezes nem sabe o nome, mas algumas eu já identifiquei em mim ou em familiares ou amigos:

  • Acrofobia: medo de altura;
  • Agorafobia: medo de espaços abertos ou com multidões;
  • Aracnofobia: medo de aranhas;
  • Catastrofobia: medo de catástrofes e aspectos ambientais;
  • Claustrofobia: medo de lugares fechados;
  • Fobia social: medo de pessoas e da exposição;
  • Glossofobia: medo de falar em público;
  • Hematofobia: medo de sangue, injeções e feridas;
  • Monofobia: medo de ficar sozinho;
  • Nictofobia: medo da noite ou do escuro;
  • Tanatofobia: medo da morte;
  • Zoofobia: medo de animais.

Isso é meio assustador. Me identifiquei com pelo menos 3 dessas fobias.

A melhor maneira de tratar uma fobia, segundo os psicanalistas, é por meio da alteração da relação emocional entre a gente e o objeto ou situação que provoca medo, sendo que em alguns casos pode haver intervenção medicamentosa para equilibrar e ajustar as disfunções neurológicas.

Ainda não precisei de remédio, nem terapia, mas ainda continuo sentindo medo de aranhas, por exemplo, e não vejo como pode haver uma “interação”, entre eu e ela, como acham os psicanalistas…Isso pra mim é surreal!

Enfim, não coloquem seus medos ou fobias pra baixo do tapete. Se precisar, vão à luta e não fiquem como eu: tendo medo de sentir medo.

Bjs e até mais!

Texto: Lila Amaral.