Arquitetura

Arquitetura Egípcia

A Arquitetura do Egito Antigo é a arquitetura de uma das civilizações mais influentes ao longo da história, que desenvolveu estruturas diversas e grandes monumentos arquitetônicos ao longo do rio Nilo, no período entre 4000 e 30 a.C.

Inicialmente, os egípcios se organizaram por meio de um conjunto de comunidades patriarcais chamadas de nomos. Os nomos eram controlados por um chefe chamado nomarca. Os nomos se agrupavam em duas regiões distintas, que formavam dois reinos rivais: o reino do Alto Egito e o reino do Baixo Egito.

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Alto e Baixo Egito
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Situação geográfica do antigo Egito – Fonte: Wikipedia

Por volta de 3.200 a.C. o reino do Norte dominou o reino do Sul, unificando assim, o Egito. O responsável por essa união foi Menés, que passou, então, a ser chamado de faraó, cujo significado é “casa grande”, “rei das duas terras”. O poder dos reis passava de pai para filho, isto é, era hereditário. Como os egípcios acreditavam que os faraós eram deuses ou, pelo menos, representantes diretos dos deuses na Terra, a forma de governo que se instalou foi chamada de monarquia teocrática.

A sociedade egípcia era organizada em torno do faraó, senhor de todas as terras e de todas as pessoas. Ele era responsável pela justiça, pelas funções religiosas, pela fiscalização das obras públicas e pelo comando do exército. O faraó era considerado um deus vivo, filho de deuses e intermediário entre eles e a população. Em sua honra, realizavam-se inúmeros cultos. Abaixo do faraó, segundo a pirâmide social:

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Pirâmide social Egípcia

O Egito deixou um legado duradouro. Sua arte e arquitetura foram muito copiadas e suas antiguidades levadas a várias partes do globo. Suas ruínas monumentais inspiraram a imaginação de viajantes e escritores por séculos e o fascínio por antiguidades e escavações no início do Idade Contemporânea esteve na origem da investigação científica desta civilização e levou à maior valorização do seu legado cultural.

Quando pensamos em arquitetura egípcia, é comum pensarmos nas pirâmides, nos templos e nos vales dos reis. Mas, essas estruturas compunham apenas uma mínima fração da arquitetura egípcia. Eles eram espaços da elite, que consistia uma pequena porcentagem da população.

A arquitetura egípcia é composta por monumentos funerários, religiosos e lugares destinados para a moradia (casas), estábulos, barragens, oficinas, portos e outros edifícios de menor importância.

Suas principais características são:
– Dimensões grandiosas;
– Simplicidade nas formas;
– Aspecto maciço e pesado,
– Predominância das superfícies sobre vazios;
– Policromia;

Os monumentos funerários são:

  • Pirâmides;
  • Mastabas;
  • Hipogeus.

As pirâmides são as obras arquitetônicas mais famosas deste povo, resistindo a milhares de anos na história. Originárias das mastabas, túmulos reais primitivos, as pirâmides eram construídas para servir de túmulo ao rei, que era considerado um ser divino, por isso seus súditos não mediam esforços para construir tais monumentos. Eles acreditavam que se o túmulo fosse na pirâmide, o corpo do rei ficaria mais próximo do céu facilitando sua ascensão para se juntar aos deuses após sua morte, além de conservar o corpo da decomposição.

Um exemplo desse tipo de construção, são as pirâmides de Gizé: Quéops, Quéfren e Miquerinos, erguidas no Antigo Império para abrigar os restos mortais dos faraós de mesmo nome.

A primeira pirâmide foi construída por um arquiteto chamado Inhotep a pedido do faraó Zoser. Inhotep sobrepôs cinco mastabas, criando a pirâmide escalonada de Sacara, com sessenta metros de altura, na planície de Gizé. As maiores pirâmides construídas no Egito antigo foram as dos faraós Quéops, Quéfren, e Miquerinos. Quéops é a maior delas com 146 metros de altura e superfície correspondente a 54 300 metros quadrados. O que prova o domínio egípcio de construção, sendo uma das maiores construções de todos os tempos.

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Pirâmides de Gizé – Egito
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Estrutura interna das pirâmides

Ao redor da pirâmide havia dois templos. Um mais rico, para que a família do morto e a nobreza pudessem cultuar seu ancestral, e outro mais modesto para o povo.

A Esfinge possui os traços de Quéfren e marca a entrada do templo de sua pirâmide.

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Esfinge de Gizé – Egito

No Egito foram construídas milhares de Mastabas. O termo é árabe, pois não se sabe como eram chamadas pelos egípcios. Esses edifícios eram feitos de tijolos de lama ou pedra, e tinham o formato de montes gigantescos. As estruturas serviam para cobrir as câmaras profundas usadas para funerais. Elas eram tão importantes para a arquitetura egípcia que, segundo egiptólogos, as pirâmides evoluíram delas. As câmaras funerárias, muitas vezes eram escavadas bem abaixo da base da mastaba. Havia também um poço que ligava o topo da mastaba à câmara funerária onde repousava o sarcófago.

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  1. poço de acesso, em ângulo reto;
  2. câmara funerária;
  3. sarcófago;
  4. capela;
  5. mesa para oferendas;
  6. corredor para guardar as estátuas do morto;
  7. estátuas do morto.

O vale dos Reis ficou célebre por seus hipogeus, merecendo destaque especial para o de Tutancâmon, descoberto em 1922, que encerrava a múmia desse faraó e grandes tesouros. A arquitetura deste período reflete não a beleza, mas a funcionalidade, portanto era sólida e criada para durar, de preferência pela eternidade além de passar uma sensação de mistério e impenetrabilidade. Eram usados como túmulos subterrâneos formados por uma série de câmaras. Em seus longos corredores de pedra haviam inscrições que contavam a vida do morto.

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Os templos egípcios são muitos, mas em destaque estão:

ABU SIMBEL – é um complexo de dois templos escavados na rocha, um dedicado a Ramsés II e o outro a Nefertari, sua esposa. A construção levou cerca de 20 anos, durante o reinado de Ramsés II ( 1279 a 1213 a.C.).

Enterrados durante séculos, foram descobertos em partes, em 1813 e 1817 por exploradores.

Numa operação milionária, para evitar que os templos desaparecessem sob a água, por causa da construção da represa de Assuã, os templos foram trasladados para uma área 65 metros mais alta. Para retribuir a ajuda recebida, o Egito doou tesouros e templos para outros países, como o templo de Debod, que hoje está em Madrid, na Espanha.

KARNAC – é o maior templo do Egito. Até os dias de hoje, descobertas ainda são feitas por historiadores. Construído por vários faraós, entre 2200 e 360 a.C. ( os mais importantes: Hatshepsut, Set I, Ramsés II e Ramsés III), contém em seu interior o templo de Amon, templos menores e o grande lago sagrado.

Com mais de 5.000 m², contém 134 colunas, 40 esfinges , formando a avenida das esfinges, que vai até o templo de Luxor e até o Nilo.

LUXOR – o templo foi construído entre 1400 e 1000 a.C. pelos faraós Amenhotep III e Ramsés II.

O templo mede 260m de largura e foi dedicado a Amon, Deus do vento, para os egípcios.

Antigamente o templo de Luxor e o templo de Karnac estavam conectados pela avenida das esfinges, com mais de 600 esfinges ao longo de seu percurso.

PHILAE – foi construído em homenagem à Ísis, deusa do amor.

Philae ganhou proeminência durante a Dinastia Ptolomaica como o centro do culto da deusa Ísis, uma das deusas da cultura egípcia e que muitos povos antigos também a adoravam. Por isso, se chama também o templo de Ísis.Este complexo foi realmente um dos últimos lugares remanescentes onde a antiga religião sobreviveu após a chegada do cristianismo no Egito, fechando oficialmente apenas em 550 d.C.

O Templo de Philae também é conhecido como sendo um dos lugares onde o deus Osiris foi enterrado, sendo um local reverenciado por muitos povos ao longo da história.

Leia também:

BIBLIOGRAFIA:

  • GLANCEY, Jonathan. História da arquitetura. São Paulo: Loyola, 2001, p 18-21.
  • GOMBRICH, Ernest. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 1999. (cap. 2)
  • PROENÇA, Graça. Descobrindo a história da arte. São Paulo: Ática, 2005, p 14-21.

 

3 comentários em “Arquitetura Egípcia”

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