Curiosidades

Estrangeirismos

Oi gente, quem aí nunca usou palavras de outros idiomas, para se referir a coisas do nosso país? Muitas vezes né?

Por isso, vamos falar de uma coisa super comum no nosso cotidiano: ESTRANGEIRISMO.

O QUE????

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O estrangeirismo é o emprego de palavras e expressões, tomadas por empréstimo de outras línguas que, são incorporadas por meio de um processo natural de assimilação de cultura ou pela proximidade geográfica com países, ao nosso vocabulário. Sendo assim, podemos dizer que o estrangeirismo é um fenômeno linguístico que acontece de maneira espontânea e quando menos percebemos, estamos usando termos em vários idiomas, para nos referir a coisas e ideias.

Alguns estudiosos, veem o estrangeirismo como uma ameaça à língua portuguesa, mas jamais substituiremos o português pelo inglês, idioma que mais palavras empresta ao português na atualidade.

Ao longo da história tomamos emprestados vocábulos de muitos idiomas. Se hoje em dia o inglês (anglicismo) é quem mais nos empresta palavras, no início do século XX, o francês (galicismo) era quem dominava. Algumas palavras desse idioma o tempo levou de nosso vocabulário, enquanto outras foram tão bem recebidas e assimiladas que fica difícil acreditar que não são nossas. Veja os exemplos abaixo:

Abajur – abat-jour
Balé – ballet
Batom – bâton
Sutiã  soutien
Toalete – toilette

As palavras que hoje usamos não preservaram suas formas originais e isso se deve ao processo de aportuguesamento. Outras, no entanto, conservaram a grafia original. Veja alguns exemplos:

Backup
Hardware
Software
Pen drive
Check-in
Design
Designer

A maioria dos termos acima pertence ao universo da informática e ainda não possui correspondentes na língua portuguesa. Por não termos conseguido substitui-los, sem que houvesse perda de significado exato.

Os estrangeirismos mais usados no Brasil:

Né possível delimitar fronteiras para a comunicação. A língua é uma ferramenta democrática e pertence aos falantes, somos nós quem decidimos os rumos da linguagem.

No entanto, já houve tentativa de barrar o avanço dos estrangeirismos na língua portuguesa. Em 1999, o deputado Aldo Rebelo criou um Projeto de Lei que propunha “a promoção, proteção, defesa e o uso da língua portuguesa”, cujo objetivo era abolir os empréstimos linguísticos e punir quem insistisse em corromper o português. O projeto não deu em nada, até porque seria impossível retirar alguns termos do nosso cotidiano, visto que, estão incorporados de forma irreversível.

A implicância contra os estrangeirismos, deriva do exagero: se existe uma palavra na língua portuguesa que consegue expressar com exatidão o significado de uma palavra, por que não usá-la? A resposta para essa pergunta passa pela influência, nem sempre positiva, de uma cultura sobre a outra. Pensar que o inglês, o francês ou seja lá qual língua for, sejam mais importantes do que a nossa, apenas reafirma poderes que, levam o falante a acreditar que é chique usar estrangeirismos. Mas não é.

Vejo a toda hora, pessoas dizendo OK, quando poderiam dizer, certo, tudo bem ou qualquer outro termo equivalente.

Muitas pessoas adoram usar o termo em francês, voilà, pra substituir um simples, aqui está.

Como em quase tudo na vida, menos é mais. Na dúvida e na possibilidade de usar um termo tupiniquim, opte sempre pelo bom senso, ou seja, prefira o bom e velho português e nada de for sale em vez de liquidação, certo?

Você não vai ouvir nenhum americano dizendo thau, até logo, como alguns brasileiros dizem bye bye, good bye.

O tema é polêmico e muito!

Em algumas situações, não temos como fugir dele, são os casos das palavras: show e shopping. Ninguém diz que vai ao centro de compras ou algo parecido. 

Já acontece comigo: de tanto ouvir certas palavras em inglês eu acabo repetindo (mesmo quando sei que há equivalente em português) e faço isso sem perceber. É o caso da palavra upgrade. Simplesmente não consigo mais falar melhorar.

O inglês é sabidamente uma das línguas mais faladas no mundo. Mas é inegável que há excessos, há alguma necessidade de pertencimento e existe, até mesmo, um pouco de vaidade. O uso exagerado do inglês é também um reflexo da “síndrome de vira-lata” dos brasileiros. Bem na linha de que tudo o que os outros fazem, especialmente os americanos, é better or cooler than what we do, ou, em português, “melhor e mais legal que o que fazemos”.

Mas estamos no Brasil! Nossa língua materna é linda, apesar de complexa. Então vamos usá-la, abusá-la e valorizá-la.

Eu falo inglês, espanhol, mas meu idioma é o PORTUGUÊS!

Texto: Lila Amaral.

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