Arquitetura

Castelo de São Jorge – Arquitetura – Lisboa

O Castelo de São Jorge localiza-se na freguesia de Santa Maria Maior, na cidade de Lisboa, em Portugal.

Sua tipologia é de Arquitetura Militar, que pode ser considerada com um ramo da arquitetura, destinada a edificações de estruturas defensivas. Dada a especificidade desta sub-área, agrupam-se assim semelhanças características neste tipo de construções, como nos castelos e fortalezas, moldados segundo as técnicas de determinadas épocas e regiões.

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O Castelo de São Jorge é um dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa, situado na mais alta colina da cidade, proporcionando uma bela vista da cidade e do rio Tejo.

 

As primeiras fortalezas do castelo datam do século I .a.C., tendo sido reconstruído diversas vezes por vários povos ( fenícios, gregos, cartagineses, romanos e muçulmanos), comprovando a ocupação humana, constante, desde tempos remotos. O castelo já teve diferentes nomes, mas, o atual, deriva da devoção a São Jorge, santo padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas, feita por ordem de D. João I no século XIV.

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Recriação baseada na história da cidade

Após a conquista de Lisboa, em 25 de Outubro de 1147, por D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, até ao início do século XVI, o Castelo de S. Jorge conheceu o seu período áureo. Os antigos edifícios da época islâmica foram adaptados e ampliados para acolher o Rei, a Corte, o Bispo e instalar o arquivo real numa das torres do castelo. Transformado em paço real, o chamado Paço da Alcáçova, pelos reis de Portugal no século XIII, o Castelo de S. Jorge foi o local escolhido para se receberem personagens ilustres nacionais e estrangeiras, para se realizarem festas e aclamarem-se Reis ao longo dos séculos XIV, XV e XVI.

Com a integração de Portugal na Coroa de Espanha, em 1580, o Castelo de S. Jorge adquire um caráter funcional mais militar, que se manterá até ao início do século XX. Os espaços são reconvertidos, outros novos surgem. Mas, é sobretudo após o terremoto de Lisboa, em 1755 que se dita uma renovação mais substantiva com o aparecimento de muitas construções novas que vão escondendo as ruínas mais antigas.

Não só com o terremoto de 1755 o castelo sofreu danos, mas também com os terremotos de 1531, 1551, 1597 e 1699. A sua história como Paço Real encerrou-se com a mudança do mesmo, ainda no século XVI para o Paço da Ribeira. A partir de então as suas dependências foram utilizadas como aquartelamento.

Com as grandes obras de restauro de 1938-40, redescobre-se o castelo e os vestígios do antigo paço real. No meio das demolições então levadas a cabo, as antigas construções são resgatadas. O castelo readquire a sua imponência de outrora e é devolvido ao usufruto dos cidadãos. Por esse motivo, ao contrário do que se poderia pensar à primeira vista, o “carácter medieval” deste conjunto militar deve-se a esta campanha de reconstrução, e não à preservação do espaço do castelo desde a Idade Média até aos nossos dias.

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Planta esquemática do Castelo

Já no final do século XX, as investigações arqueológicas promovidas em várias zonas contribuíram, de forma singular, para constatar a antiguidade da ocupação no topo da colina e confirmar o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de S. Jorge como Monumento Nacional, por Decreto Régio de 16 de junho de 1910.

Onze de suas torres estão preservadas, assim como os caminhos entre eles por onde se fazia a ronda de segurança do castelo.

 

No interior, destaca-se o núcleo museológico, onde se pode ver a história de Lisboa, e a Torre de Ulisses. O fundador lendário da cidade dá nome à antiga Torre do Tombo do castelo, onde um periscópio permite observar a cidade em 360º em tempo real, chamada de câmara escura ou obscura.

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Museu arqueológico  do Castelo
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Câmara obscura e periscópio

Castelo de São Jorge, funcionamento:

Endereço: Rua de Santa Cruz – Lisboa.
Horário: (última entrada 30 minutos antes do encerramento).
–  de 1 de novembro a 28 de fevereiro (fechado dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro), das 09h às 18h.
– de 1 de março a 31 de outubro (fecha 1 de maio), das 09h às 21h.
– Câmera Escura (sujeito às condições meteorológicas), das 10h às 17h20.

Preço do bilhete:
Normal: 10€
Pessoas entre 13 e 25 anos: 5€ (só estudantes)
Pessoas com deficiência: 8,50€
Sênior (maiores de 65 anos): 5,00€
Crianças menores de 12 anos e moradores de Lisboa não pagam
Bilhete família com 2 adultos e 2 crianças menores de 18 anos: 20€.
Grupos escolares: 1€

Site: castelodesaojorge.pt

Como chegar no Castelo:

  • De transporte público:
    A partir da praça da Figueira (pertinho da estação do Rossio), pegue o Eléctrico 12 ou 28, de uma geração de bondes que está em funcionamento em Lisboa desde o início do século 20 e desça no ponto do Miradouro de Sta. Luzia ou das Portas do Sol. Ande uns 350 metros e estará no Castelo. Faça esse trajeto antes das 10h, pois o volume de turistas é menor.
    Pra descer mais perto do castelo, prefira o ônibus 737 (autocarro), que para bem próximo do monumento. O melhor lugar para pegá-lo é a Praça Figueira.
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Elétrico 12 ou 28 (bondes)
  • Como chegar a pé:
    Existem dois caminhos para se chegar ao Castelo. Pela Alfama e pela praça Martim Moniz. Ambos são subidas, mas o percurso pode ficar menos cansativo, pois existe um elevador público na rua dos Fanqueiros e uma grande escada rolante na lateral da praça Martim Moniz.

É importante saiber que o acesso ao castelo é feito em duas seções por elevadores diferentes: o primeiro, na Rua dos Fanqueiros, na Baixa (muito perto da Praça do Comércio), que vai até a Rua da Madalena. A partir daí, continuar caminhando, 5 minutos, até o segundo elevador, localizado no antigo Mercado do Chão do Loureiro, que sai próximo ao castelo.

 

Desde a praça Martim Moniz até a rua Marquês Ponte Lima, as escadas cobrem uma distância de 32 metros, com um desnível de 13 metros de altura. É uma ajuda e tanta pra subir.

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Acesso ao Castelo de São Jorge, da praça Martim Moniz

BIBLIOGRAFIA:

  • Os Mais Belos Castelos de Portugal Julio Gil. Augusto Cabrita. Livro 1992.
  • Guia dos Castelos Antigos de Portugal (Vol. I – Norte do Rio Tejo). C. T. North. Livro 2002.
  • CARVALHO, Ana Rita. Monumentos com História Militar: Castelo de S. Jorge. Jornal do Exército, Ano XLIX, n. 575, julho 2008. p. 4.
  • SILVA, A. Vieira da. O Castelo de S. Jorge em Lisboa: estudo histórico-descritivo (2ª ed.). Lisboa: Tip. Empresa Nacional de Publicidade, 1937.

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Texto: Lila Amaral.

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