Vida real

Jogos de azar x Vício

Oi gente!

Você já ouviu falar em jogos de azar? E sabia que eles podem se transformar num vício, pior que algumas drogas?

Alguns exemplos de jogos de azar:

  • Jogo do Bicho;
  • Jogos de cassino – roleta, dados, cartas;
  • Loterias e bolões;
  • Bingo;
  • Apostas em geral: cavalos, briga de animais, lutas;
  • Machine games: caça-niqueís.

Esses são alguns exemplos de jogos de azar.

Eu comentei num post ( minha retrospectiva 2019), que joguei no cassino, perdi, joguei de novo e ganhei, mas quero deixar claro que não sou jogadora, tão pouco incentivo quem quer que seja a jogar, até porque sei de pessoas que perderam quase tudo, por causa de jogo.

Os jogos de azar existem desde o início das civilizações. O termo azar é usado como sinônimo de aleatório (que depende das circunstâncias, do acaso), ou seja, um evento que pode ser parcialmente ou totalmente ditado pela casualidade e consequentemente, impossível de prever o resultado.

Jogos envolvem apostas, o que significa empenhar um bem ou valores, financeiros ou imóveis,  na previsão de um resultado futuro, que não depende das ações de quem apostou, porque, tanto experiência, quanto habilidade, têm seus papéis limitados pelo acaso, parcial no caso das cartas, até absoluta nos caça-níqueis. Isso faz com que o ato de jogar seja excitante e alienante. O jogador fica refém do jogo.

A coisa funciona assim:

  • Jogar é um desafio;
  • Desafios envolvem riscos;
  • Riscos envolvem incerteza;
  • Incerteza envolve perdas ou ganhos. Infelizmente, na maior parte das vezes: PERDAS.

O Transtorno do Jogo é a terceira dependência mais comum no Brasil, perdendo apenas para o álcool e o tabaco. Cerca de 1,2 % da população brasileira é dependente de jogo e dentre estes, estima-se que, 73,2% têm ou tiveram problemas relacionados ao álcool; 60,4% apresentam dependência de nicotina e 38,1% uso de outras drogas. Além dos vícios, os jogadores apresentaram, transtornos de humor, de ansiedade e de personalidade. Todos negam que são viciados.

Em levantamento realizado no PRO-AMJO (Programa Ambulatorial do Jogo Patoógico) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, os pacientes relataram gasto médio de 11,2 horas por dia apostando. É um número surreal.

Pelo menos a metade dos entrevistados já passou 24 horas ou mais jogando ou se deslocando de uma casa de jogo para a outra.

Quando perguntados sobre o porquê da atitude, as justificativas para esse comportamento estavam relacionadas com a tentativa de recuperar o dinheiro perdido, antes que os familiares descobrissem.

Em seus relatos, as pessoas que sofrem com o Transtorno do Jogo afirmam que, os prejuízos vão além da área financeira, interferindo na vida pessoal, profissional e familiar:

  • Vida pessoal: Mesmo quando o jogo não é visto como um problema, a pessoa deixa atividades antes valorizadas para jogar;
  • Vida financeira: As perdas são volumosas. Em alguns casos, compõem todo o montante de dinheiro disponível para as despesas mensais. Por isso, alguns jogadores buscam créditos ou empréstimos, o que piora a sua situação financeira a médio prazo;
  • Vida profissional: A produtividade dos jogadores cai porque eles, geralmente, despendem muito tempo em atividades voltadas ao jogo durante o período de trabalho, planejando os próximos passos, revendo resultados, etc.
  • Vida familiar: A atitude de jogar e o tempo gasto com o jogo faz com que os alicerces familiares fiquem estremecidos, seja por causa das perdas financeiras ou por conta da ausência do jogador. A família do jogador normalmente ameaça ou mesmo chega a abandoná-lo, com o objetivo de cessar esse comportamento.

Muitos jogadores deixam de tomar banho, comer, e até fazer as necessidades físicas, para não abandonar o jogo por um momento que seja.

Ficou claro pra mim e espero que fique também, para quem ler o post, que jogar tem que ser uma coisa prazerosa, eventual e com fins de diversão e não de ganhos.

Meu impulso de ir ao cassino, com certeza foi um fato isolado e que não pretendo repetir, porque já ouvi dizer que esse tipo de vício é hereditário e como já tive casos graves na família, então quero ficar bem distante desse mal.

Bom galera é isso. Espero estar colaborando!

Até a próxima!

Texto: Lila Amaral.

Referências:

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