Arquitetura, Turismo

Castelo dos Mouros – Arquitetura – Sintra

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Castelo dos Mouros – Sintra, Portugal

Em 2019, estive em Sintra, em Portugal e me encantei com a cidade, que além de belíssima, transborda história.

São muitos castelos para citar, mas hoje, vou descrever um pouco, sobre o Castelo dos Mouros, instalado num dos cumes da serra de Sintra e como o próprio nome diz, já esteve sob domínio muçulmano (Mouros, são considerados, originalmente, os povos oriundos do Norte da África, praticantes do Islamismo, durante a Idade Média).

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Planta baixa do Castelo

Com mais de 12 séculos de existência, o Castelo dos Mouros é daqueles lugares que chamam a atenção mesmo de longe e mesmo aqueles que não se interessam por história, ficam deslumbrados com a construção e com a maravilhosa vista do local que se estende até o Oceano Atlântico, onde pode ver-se, do Cabo da Roca até à Ericeira e, para o interior a zona rural até ao palácio de Mafra.

Estudos arqueológicos atestam a presença humana no local ainda no período Neolítico (5.000 anos a.C.), entretanto a primeira povoação relacionada com o Castelo data do século VIII, quando houve a invasão muçulmana.

A Península Ibérica (situada no sudoeste da Europa é dividida na sua maior parte por Portugal e Espanha), foi ocupada por povos árabes a partir do século VIII e o período teve um importante papel na formação de nossa cultura atual.

Em Sintra, viram o grande potencial geográfico da região, com o objetivo de defender Lisboa, pois a região fica no alto da serra, com vistas privilegiadas do Rio Tejo, que se desdobram até o Oceano Atlântico. Com tal localização, ótima para barrar a entrada de invasores na atual capital portuguesa, ali foi construída uma fortaleza, que serpenteia-se acima da cidade, de forma muito poética.

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À esquerda está o Palácio da Pena e à direita o Castelo dos Mouros

Por volta de 1108, Portugal estava ainda sob o controle dos mouros. O castelo mudou de mãos várias vezes entre os reis cristãos e os emirs árabes durante o tempo das cruzadas.

Durante as cruzadas o castelo passou para as mãos dos cristãos e da Coroa portuguesa, que realizou algumas reformas e ampliações.

Em 1636, sofreu um grande incêndio e em 1755, um terremoto deixou o castelo bastante  danificado, ficando abandonado por um bom tempo.

Mais tarde, durante os tempos de paz, o castelo perdeu sua importância estratégica, uma vez que já não havia necessidade de proteger o povo de invasões e foi assim que o castelo foi abandonado durante muitos anos.

A configuração atual do Castelo é fruto de diversas campanhas e acontecimentos, destacando-se as intervenções realizadas durante a primeira dinastia, iniciada por D. Afonso Henriques após a tomada de Lisboa e Santarém em 1147, até à utilização da fortificação no reinado de D. Fernando I em 1383, os danos causados pelo terremoto de 1755, as obras de restauro de D. Fernando II no século XIX, ao gosto romântico da época, e ainda as intervenções conduzidas pela Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, no século XX. Até à implementação do projeto de requalificação global “À Conquista do Castelo”, conduzido pela Parques de Sintra-Monte da Lua. o Castelo não teve grandes alterações.

No período romântico (cerca de 1860) o rei consorte D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha  (1816-1885) o restaurou, arborizou os espaços envolventes e conferiu às velhas ruínas medievais uma outra dignidade.

Foi restaurado pela última vez em 1940 como parte da comemoração da fundação de Portugal, e aberto ao público.

Hoje é Patrimônio Mundial da UNESCO.

Duas cinturas de muralhas contornam de forma irregular os blocos graníticos da serra, por entre penedos e sobre íngremes penhascos. Ao longo dos caminhos de ronda é possível admirar uma paisagem única que exibe, em primeiro plano, a vila, o Paço de Sintra, o Palácio da Pena e a serra e, além destes, a extensa planície ao norte e o oceano Atlântico.

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Duas muralhas paralelas circundam o castelo

Destacam-se, no seu interior, a cisterna, abastecida por águas pluviais e a capela românica  de S. Pedro, cujos interessantes vestígios ainda são visíveis.

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Capela Românica

Atualmente escavações arqueológicas, continuam sendo feitas o que pode  esclarecer muitas questões sobre a historia da presença humana no local, além de ser uma atração, visto que, podem ser acompanhadas pelos visitantes.

Dica para os visitantes: O aplicativo Talking Heritage oferecido na App Store e no Google Play oferece uma “visita guiada” do Castelo dos Mouros (e outros lugares na Serra de Sintra), onde o visitante tem acesso a informações em áudio, de vários pontos, dando a sensação de que o monumento conta sua própria história.

Informações gerais:

Horário: Aberto de Segunda-feira a domingo, exceto nos feriados de 25 de dezembro e 1 de janeiro

  • De Abril a Setembro: 09.30h – 20.00h – última entrada até às 19.00h
  • De Outubro a Março: 10.00h – 18.00h – Última entrada até às 17.00h

Localização e Contatos: 

  • Estrada da Pena – 2710-609 Sintra, Portugal.
  • Tel.: 21 923 73 00 / 21 923 73 00 –
  • E-mail: info@parquesdesintra.pt

Website: www.parquesdesintra.pt  

Preço dos bilhetes:

  • Jovem (até 6 anos) – Gratuito
  • Jovem (até 17 anos) – 6,50€
  • Adulto (até 64 anos) – 8,00€
  • Sênior – 6,50€
  • Bilhete família (2 adultos e 2 jovens) – 26€
  • Munícipes – Entrada gratuita aos domingos até às 13h.

Opção para compra de bilhete online.

Como chegar:

1. De automóvel: Pode chegar à Vila de Sintra utilizando o IC19 (de Lisboa), o IC30 (de Mafra) ou a EN9 (pela A5/Cascais). Uma v.ez no centro histórico há sinalização vertical que indica o caminho para o Castelo (3,5km).

2. De Transporte Publico: Pode chegar à vila de Sintra utilizando a Linha Suburbana de Sintra (CP) com partidas em Lisboa. Da Vila de Sintra, o autocarro/ônibus nº 434, efetua o trajeto de ligação entre a estação ferroviária e o Castelo dos Mouros.

3. A pé: Existe um percurso pedestre sinalizado entre o Centro Histórico e o castelo dos Mouros. Existe ainda um percurso pedestre alternativo assinalado desde o Palácio de Seteais.

4. De bicicleta: Pode alugar, no centro da Vila de Sintra, uma bicicleta eléctrica (ParquesBike), disponível todos os dias da semana.

Outra opção é o trenzinho turístico, pra se locomover.

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*Recomendo que confirmem as informações aqui apresentadas antes de visitar o Castelo, uma vez que as mesmas podem sofrer alterações sem aviso prévio. Estes dados são de janeiro/2019.

Uma dica: se você vai passar muitos dias em Portugal, consulte o Lisboa Viva, e confira o tipo de cartão que você pode comprar, que além de número ilimitado de viagens, incluindo Cascais e Sintra, dá descontos em muitos pontos turísticos. #ficaadica

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Texto: Lila Amaral.

Referências:

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