Arquitetura

Arquitetura Suméria

Durante milhares de anos a civilização Suméria, permaneceu desconhecida.

Sua descoberta em 1905, por arqueólogos, veio comprovar a influência dessa brilhante civilização, sobre povos que lhe sucederam.

Sabe-se que no final do período neolítico, os povos sumerianos, vindos do planalto do Irã, fixaram-se no sul da Mesopotâmia, atual Iraque.

Os primeiros habitantes da Mesopotâmia, (região entre os rios Tigre e Eufrates, que em determinadas épocas do ano, eram inundadas pelos rios, tornando a terra extremamente propícia ao cultivo), viviam em tribos e não se sabe muito sobre eles, mas por volta de 3500 a.C. os Sumérios teriam dominado essas tribos e se desenvolvido na chamada crescente fértil, local onde surgiram as primeiras civilizações da humanidade.

Além dos Sumérios, outros povos se desenvolveram na região: os Babilônicos, Assírios e Caldeus.

O fato da região ser tão propícia para o desenvolvimento, gerou muitas guerras e consequentemente o domínio de uns povos sobre os outros e com isso as civilizações iam se desenvolvendo, mas trazendo influências da cultura.

Apesar de línguas e costumes diferentes, exerceram influências culturais e adquiriram semelhanças, na religião, nas técnicas construtivas, na escrita e devido a essas semelhanças, são conhecidos como povos mesopotâmicos.

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Mapa da antiga Suméria, atual Iraque.

O termo Sumério, na língua desse povo, provém de “Sumer“, que quer dizer sul e refere-se à região da Mesopotâmia, onde se estabeleceram.

Os Sumérios nunca tiveram um estado organizado e um líder no comando. Eles eram divididos em cidades-estados, independentes umas das outras.

No terceiro milênio a.C., haviam criado pelo menos doze cidades-estados autônomas: Ur, Eridu, Lagaxe, Uma, Adabe, Quis, Sipar, Laraque, Akshak, Nipur, Larsa e Bad-tibira.

Cada uma compreendia uma cidade murada, com uma divindade própria, cujo templo era a estrutura central. Com a crescente rivalidade entre as cidades, cada uma instituiu também um rei. Por vezes se uniam e noutras guerreavam entre si.

O fato de estarem numa região tão fértil, acabava por ter uma produção em excesso o que permitiu o surgimento de várias classes de trabalhadores: construtores, tecelões, artesãos, sacerdotes e escribas.

Mas, era necessário uma organização, para garantir o desenvolvimento, com isso surgiram os primeiros administradores, dando origem a um sistema de governo.

Por volta do ano 3.500 a. c., já haviam desenvolvido vários elementos que caracterizam uma civilização, como um governo organizado, uma religião, um sistema de escrita e a divisão do trabalho.

A religião era politeísta e no início, o sumo sacerdote fazia a ligação entre a política e a religião. Mais tarde essa autoridade passou a ser do rei.

Pela necessidade de registrar as atividades comercias, os Sumérios criaram um sistema de escrita, que foi a maior contribuição desse povo, para a humanidade: a escrita Cuneiforme.

As artes, a escrita, as técnicas agrícolas e construtivas, foram o grande legado dessa civilização para a humanidade.

A principal representação nas construções, são os Zigurates, monumentos religiosos, que funcionavam como templos, para adoração de seus deuses.

Havia uma preocupação com o urbanismo, em pequena escala, onde ruas estreitas abrigavam casas e outros edifícios.

O fato da região ser desértica, com ausência de minerais (pedras) e madeira, os edifícios eram executados com tijolos de barro, material abundante na região. Não havia argamassa, nem cimento para unir as peças e os vazios entre eles era feito com bagaço de cana.

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Casas Sumérias, construídas, com tijolos de barro e bagaço de cana.

Por se tratar de uma civilização onde a religião era extremamente importante, na arquitetura, seus edifícios refletiam sua crença.

Os Zigurates, foram as construções mais importantes, feitas pelos Sumérios e somente os sacerdotes tinham permissão para entrar e cuidar dos rituais de adoração, para que os deuses atendessem as necessidades do povo.

Mas, os Zigurates também tinham a função de armazenamento da colheita, tinham espaços reservados para bibliotecas, observatório de estrelas, morada dos governantes e proteção contra as enchentes dos rios Tigre e Eufrates.

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A divisão espacial de um Zigurate.

O Zigurate de Ur, também conhecido como Grande Zigurate de Ur, em sumério, significa a  casa cujo alicerce cria terror. Localizado na cidade de Ur, no atual Iraque, a estrutura de meados da Idade do Bronze (século XXI a.C.) ruiu no período neo-babilônio (século VI a.C.). 

Suas ruínas foram escavadas nas décadas de 1920 e 1930. As mesmas ruínas foram envoltas por uma reconstrução parcial da fachada e da escadaria monumental, feita pelo ditador iraquiano Saddam Hussein durante a década de 1980.

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Fachada reconstruída do zigurate de Ur. As ruínas da estrutura neo-babilônica podem ser vistas no topo da estrutura.

O zigurate de Ur, foi construído no reinado de Ur-Nammu, para ajudar a reconstruir a economia local, por volta do século XXI a.C. A gigantesca pirâmide em degraus, media 62,5 metros de comprimento, 43 de largura e 21 de altura; estes números, no entanto, são especulações, já que apenas os alicerces do zigurate sumério sobreviveram até os dias de hoje.

 

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Ruínas de Eridu, nos dias atuais.

Eridu foi uma cidade da Suméria, no sul da Mesopotâmia, hoje situada no sul do Iraque. Foi pensada e criada pelos deuses e foi a casa do deus Enqui. Recebe destaque na mitologia suméria como primeira cidade do mundo e morada dos deuses que desceram dos céus à Terra.

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Reconstituição do Templo de Eridu.

Suas ruínas estão entre as mais antigas da região e foram datadas de 5 600 a.C. Durante o reinado de Amar-Sin. Um grande zigurate de Eridu foi construído na cidade, que permaneceu um importante centro religioso no império da terceira dinastia de Ur.

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Ruínas do Templo de Uruk, atualmente.

O Templo de Uruk, foi construído por volta do ano 3200-3000 a.C. Acredita-se que era dedicado ao deus do céu Anu. A plataforma que sustentava o templo se elevava a uma altura de cerca de 12 metros e a superfície sobre o terraço media cerca de 45 x 50 metros. Os restos de uma elaborada construção, chamada de “Templo Branco”, foram encontradas sobre a plataforma.

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Os sumérios talvez sejam mais lembrados devido às suas muitas invenções, mais que pelas obras arquitetônicas.

A invenções da roda e do sistema de escrita cuneiforme, que foi o primeiro sistema de escrita de que se tem evidência, pré-datando os hieróglifos egípcios em pelo menos 75 anos.

Os sumérios estavam entre os primeiros astrônomos e já afirmavam também que, o sistema solar constituía-se de 12 planetas (apenas 5 planetas podiam ser vistos a olho nu).

Essas invenções e inovações facilmente colocam os sumérios entre uma das culturas mais criativas de toda a Antiguidade, e mesmo da história.

Referências:

  • Mella, Frederico A. Arborio. Editora, Hemus. História Antiga, Civilização da Antiguidade. 1998.

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