Curiosidades, Vida real

Porque cada vez existem mais gêmeos no mundo?

Todo mundo acha que gêmeos são uma raridade, outros acham que é a vontade de Deus, etcc.

Mas, o fato é que, gêmeos estão se tornando mais comuns do que nunca, no mundo inteiro.

Chama-se gêmeos ou a dois ou mais irmãos que nascem de uma mesma gestação da mãe, podendo ser idênticos ou não.

Existem quatro tipos de gêmeos:

gemeos-diferentes-1068x801
Tipos de gêmeos. Fonte: https://biosom.com.br/blog
  • Gêmeos diocoriônicos-diamnióticos, que são fraternos e possuem duas bolsas amnióticas separadas e duas placentas. Os gêmeos são fraternos ou gêmeos não idênticos.
  • Gêmeos monocoriônicos-diamnióticos, que compartilham a mesma placenta, mas tem duas bolsas amnióticas Estes são gêmeos idênticos.
  • Gêmeos monocoriônicos-monoamnioticos, que compartilham o mesmo saco amniótico. Estes são gêmeos idênticos.
  • Gêmeos siameses, ocorre quando a divisão dos dois é mais tardia, ocorrendo 12 dias após a fertilização. Os gêmeos siameses são gêmeos idênticos que por algum motivo se juntaram no útero. A ocorrência é rara, os casos acontecem a cada 49.000 nascimentos. Em metade dos casos os bebês já nascem sem vida, ou um dos bebês não sobrevive. A maioria dos bebês que não sobrevivem são do sexo masculino.

Os gêmeos univitelinos são desenvolvidos a partir do mesmo óvulo e espermatozoide, desse modo, eles possuem os mesmos genes (DNA) e é muito difícil de diferenciá-los, são conhecidos popularmente como gêmeos idênticos.

TwinGirls
Gêmeas UNIVITELINAS,ou idênticas. Fonte: Google.

Já os gêmeos bivitelinos se formam a partir de  óvulos e espermatozóides diferentes, assim como os irmãos comuns, é por isso que eles não são completamente idênticos, podendo ou não serem parecidos, são conhecidos como irmãos fraternos.

52ec36329357969d871c635765af65bd
Quíntuplas Busby. Fonte: It’s a Buzz World, USA.

 

“Desde 1915, quando o registro estatístico começa, até 1980, cerca de um em cada 50 bebês nascidos era gêmeo, uma taxa de 2%”, escreve Alexis C. Madrigal, do The Atlantic . “Então, a taxa começou a aumentar: em 1995, era de 2,5%. A taxa ultrapassou 3% em 2001 e atingiu 3,3% em 2010. Isso significa que, um em cada 30 bebês nascidos é gêmeo.”

Segundo o Guinness, são duas recordistas em número de gêmeos. Em 1971, a australiana Geraldine Brodrick deu à luz nove gêmeos, mas todos faleceram em menos de seis dias – ela detém a marca de “mais crianças nascidas em um único parto”.

Já os oito bebês da norte-americana Nadya Suleman sobreviveram e foram os primeiros gêmeos em número tão grande a chegarem à infância, recorde de “mais crianças nascidas em um único parto a sobreviver”. Nascidos na Califórnia, os bebês foram resultado de fertilização in vitro.

Nos EUA, Adam e Danielle Busby, haviam lutado com a infertilidade , acabando engravidando as duas vezes por inseminação intra-uterina. Na primeira gestação, tiveram uma menina e na segunda, quíntuplas, as únicas 5 meninas nascidas juntas no país e hoje eles têm um reality show no canal TLC.

Outdaughtered_Logo
Família Busby. Reality Outdaughtered. Fonte: Channel, TLC, USA.

Essa é uma tendência mundial e que se verifica também no Brasil, é o que diz o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A princípio, parece fácil explicar esse aumento. Dois terços devem-se aos tratamentos de reprodução assistida. É que, para aumentar as chances de gravidez, os especialistas costumam implantar mais de um embrião no útero. Contudo, mesmo o número de gêmeos nascidos naturalmente, o terço restante, tem aumentado e é especialmente esse fenômeno que os pesquisadores estão tentando desvendar.

Os cientistas acreditam que essa tendência se deve ao fato de que as mulheres mais velhas tendem a ter mais gêmeos, e as mulheres optam por iniciar a família mais tarde.

Um estudo recente constatou que outros tratamentos de fertilidade, como inseminação ou medicamentos indutores da ovulação, já passaram à frente da fertilização in vitro como principais fontes de gravidez múltipla resultante de tratamentos de fertilidade.

Vários fatores que favorecem a gestação de gêmeos:

Idade da gestante

“Mulheres após os 35 anos que engravidam espontaneamente possuem mais chances de terem gêmeos”, diz Hernandez. Ele explica que isso acontece porque, em uma mulher mais velha, o estímulo para ovular precisa ser maior. Com isso, o organismo acaba produzindo mais FSH (o hormônio estimulador de folículos, as estruturas do ovário que contêm os óvulos) para garantir o desenvolvimento dos poucos folículos que restam. Então, aumenta a probabilidade de se produzir mais de um óvulo, em um mesmo ciclo.

Estudos clínicos confirmam a experiência prática dos consultórios. Uma pesquisa realizada na Universidade Vrije, na Holanda, em 2006, com um grupo de 500 mulheres, chegou à conclusão de que, no último estágio do ciclo reprodutivo da mulher, entre 38 e 48 anos de idade, há um aumento da predisposição à produção de óvulos múltiplos.

Índice de massa corporal

Mulheres que apresentam um índice de massa corporal mais alto (acima de 30) também podem ter mais chances de gerar filhos gêmeos. A princípio, trata-se apenas de uma relação estatística, de explicação pouco conhecida.

Uma hipótese considerada pelos médicos é a de que mulheres obesas converteriam mais hormônios na gordura. “Elas estabeleceriam uma relação parecida com a das mães maduras, que têm níveis mais altos de FSH na corrente sanguínea e, por isso, teriam mais chances de produzir mais de um óvulo por ciclo”, declara Hernandez.

Uso de anticoncepcional

Após a interrupção do uso de pílula anticoncepcional, também haveria maior probabilidade de gestação gemelar. “Aconteceria mais ou menos o mesmo processo que ocorre com a mulher de idade mais avançada: o organismo enviaria mais hormônio para a corrente sanguínea, fazendo com que a mulher ficasse mais predisposta a ovular mais de um folículo”, diz Hernandez.

Mas essa não é uma questão fechada. O médico Eduardo Zlotnik, coordenador do curso de pós-graduação em ginecologia e obstetrícia no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, discorda dessa tese. “Na verdade, o que pode ocorrer é que a mulher demore um pouco mais para voltar ao ciclo regular, apenas isso.”

Ovários policísticos

A obstetra Karla Giusti Zacharias, ginecologista da unidade do Itaim Bibi do Hospital São Luís, também na capital paulista‏, afirma que as mulheres que sofrem da síndrome do ovário policístico, uma disfunção hormonal que provoca irregularidades e falhas no ciclo menstrual, podem, eventualmente, produzir mais óvulos em um determinado ciclo.

O fenômeno poderia ocorrer, especialmente, no caso de mulheres que, em função da doença, precisam tomar medicamentos indutores de ovulação.

Altura da gestante

“Mulheres mais altas também podem ter mais chances de engravidar de gêmeos”, afirma Karla. O motivo seria o aumento da proteína IGF, abreviatura do termo em inglês “insulin-like growth factor” ou “fator de crescimento tipo insulina”.

A médica cita uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo obstetra Gary Steinman, do Centro Médico de Long Island. O levantamento mostrou uma relação entre a maior quantidade dessa substância no sangue e uma maior sensibilidade dos ovários ao FSH, o hormônio folículo-estimulante.

Nesse estudo, Steinman comparou as alturas de 129 mulheres que deram à luz gêmeos ou trigêmeos univitelinos ou bivitelinos (105 tiveram gêmeos e 24 tiveram trigêmeos) com a altura média das mulheres nos Estados Unidos. As mães de nascimentos múltiplos tinham, em média, cerca de 2,54 cm acima da estatura média.

Consumo de leite

Gary Steinman também descobriu que as mulheres que consomem produtos de origem animal, especialmente laticínios, são cinco vezes mais propensas a ter gêmeos, se comparadas àquelas que fazem uma dieta vegana (sem produtos de origem animal).

A explicação também passa pelo aumento do IGF: a proteína é encontrada no leite de vaca e em outros produtos animais. Mas o que a pesquisa encontrou é uma probabilidade estatística e não um fator determinante, conforme alerta Haddad. “A relação não é tão direta e simples. Não podemos afirmar que, se a pessoa quiser ter gêmeos, então, basta tomar mais leite”, diz o médico.

Cada caso é um caso. A predisposição genética em conjunto com estímulos da medicina podem realmente mudar o cenário do nascimento de bebês futuros!

Isso não é incrível?

Leia também:

Fontes: 

2 comentários em “Porque cada vez existem mais gêmeos no mundo?”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.