Turismo, Viagens

Dresden – dica de viagem – Alemanha

Depois de sair de Munique, no sul da Alemanha, decidi conhecer outras cidades Alemãs e parti de trem, pela Deutsche Bahn, para Dresden, por uma questão geográfica, por estar no meio do caminho para meu próximo destino, Berlim.

Eu sempre digo pra muita gente que viaja sozinha, como eu, que inglês é um idioma fundamental. Eu falo inglês, mas sou zero em alemão, então seria bem difícil me comunicar. Pra quem viaja em excursões é de boa, mas sempre fiz meus próprios roteiros sozinha. Então, fica a dica: estude inglês.

Chegando na Haufbanhof Dresden (estação de trem de Dresden), já me encantei. Apesar dos graves danos causados ​​pela guerra, várias reconstruções foram feitas no pós guerra e hoje o edifício é notável por seus salões cobertos com membranas de fibra de vidro revestidas com Teflon. Esse design translúcido do telhado, permite que mais luz do dia chegue aos saguões.

Dresden é uma bela cidade alemã, às margens do rio Elba, fronteira da Alemanha com a República Tcheca. A cidade é capital do Estado Livre da Saxônia, lar de 600.000 habitantes e graças aos reis da Saxônia, a cidade tem uma das histórias mais pomposas da Alemanha.

Infelizmente, o Centro histórico da cidade foi arruinado pelas Forças Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial, mas graças à garra do povo, durante 40 anos, a cidade foi reconstruída e hoje é uma das principais atrações turísticas da Alemanha.

Dresden é uma sobrevivente e como em todas as cidades da Alemanha, não faltam razões para visitar esse país incrível. Mas nesse post, vou te dar razões pra conhecer Dresden.

Dresden foi a antiga residência real. Andando pela cidade velha, dá pra ver que Dresden é rodeada por edifícios barrocos super ornamentados. Seu apogeu cultural foi  no século 18, sob o reinado de Augusto, o Forte e seu filho Augusto III. A cidade é conhecida como a Florença do norte. Outro apelido peculiar é caixa de jóias, diante da riqueza que guarda em sua história.

Para ficar prático pra mim, me hospedei num hotel em frente à estação de trem, que também é uma parada de tram e ônibus. A primeira dica que dou é: compre o Dresden city card, porque super vale a pena. Dá pra economizar muito e conhecer tudo, porque o bilhete permite quantas viagens você conseguir fazer por dia. Clica no link e confere as vantagens, preços e informações.

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Estação de tram e ônibus, a 50m do hotel, Dresden. Fonte: acervo pessoal.

O Intercity Hotel, fica a 50 metros das estações e isso facilitou muito minha chegada e partida.

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Intercity Hotel, Dresden. Fonte: acervo pessoal.

Depois de instalada, alimentada, descansada e devidamente agasalhada, (o outono na cidade não tem neve, mas já é bem frio), saí pra conhecer tudo!

No caminho pro centro histórico, a 600m do hotel, tem um shopping maravilhoso, o Centrum Galerie Dresden  e aproveitei pra tomar um delicioso chocolate quente e encarar o frio.

Saindo do shopping, mesmo estando perto do centro histórico, decidi ir de tram por causa do frio.

O centro histórico é praticamente, um museu a céu aberto,  muitos edifícios, em estilo barroco, cheios de detalhes pra se ver e fotografar.

Alguns lugares me impressionaram, em especial o Zwinger Palace, fruto do reinado de Augusto, o Forte, que está associado a um intenso desenvolvimento estrutural da cidade de Dresden. No início de seu reinado em 1694, os edifícios eram em madeira, mas encorajado pelo  modelo de arquitetura da França e Itália, Augusto mudou a cidade. Ele contou principalmente, com a influência artística e planejamento de especialistas franceses e italianos. Uma de suas principais realizações, foi a mudança na paisagem urbana através de edifícios de pedra representativos e jardins generosamente planejados, como o belíssimo Zwinger Palace. Esse complexo palaciano, em estilo Neo Renascentista/barroco é o monumento arquitetônico mais famoso de Dresden.

Não imaginava que iria encontrar tanta arte em Dresden.

São tantos museus, galerias e teatros, sem contar a arte nas ruas. Um exemplo é a Procissão dos Príncipes (Fürstenzug) que está localizada na parte exterior do Palácio Real de Dresden, na Schlossplatz (Praça do Palácio). O mural de 101 metros de comprimento e é composto de 25 mil azulejos, pintados um a um.

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Procissão dos Príncipes (Fürstenzug), Dresden, Alemanha.

O mural representa os 35 reis da Saxônia e conseguiu sobreviver ao bombardeio da segunda guerra.

Alguns museus, vale muito a pena visitar, como o Gemaldegalerie Alte Meister, onde ficam as obras mais especiais da cidade, como a Madonna Sistina de Rafael. Mas não deixe de passar no Albertinum, um museu de arte moderna de 125 anos, que foi reaberto em 2010. Além de vários pintores alemães renomados, como Caspar David Friedrich e Gerhard Richter, você vai encontrar desde a Bailarina de Degas, a Monet, Manet, Rodin, Van Gogh e muitos outros.

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Museu Albertinum, Dresden, Alemanha.

Não importa onde você for na cidade, encontrará vistas belíssimas. O Brühlsche Terrasse é um dos terraços mais lindos do mundo, com sua bela arquitetura e uma vista linda para o Rio Elba. É uma caminhada muito gostosa. Natureza e arte ao redor é perfeito.

É um conjunto arquitetônico histórico, apelidado de “Varanda da Europa”, um dos locais preferidos da cidade.

Uma curiosidade no terraço, é o “monumento aos bastiões dos sete planetas” em bronze.

A escultura “Terra e planetas” fica na Brühlsche Terrasse, em frente à entrada da Münzgasse. Foi criado por Vinzenz Wanitschke em 1988-1990 e comemora a renomeação dos bastiões da Fortaleza de Dresden. Originalmente eram: Jungfernbastei, Hasenberg, Salomonisberg, Seeberg, Bastião de Wilsdruffer, viveiro de árvores e local de fogos de artifício. No decreto de Augusto, receberam nomes de deuses romanos em 1721: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Luna (lua) e Sol (sol). Esses eram os nomes dos sete planetas conhecidos na época (a visão geocêntrica do mundo).

Um passeio que não pode deixar de ser feito é ao  Schwebebahn, apesar de seu formato suspenso incomum é operado como um funicular convencional. Os dois carros são presos um ao outro por um cabo. Do alto, além de ver a cidade, você ainda terá uma vista privilegiada da Ponte Azul, a Blaueswunder.

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Blaueswunder, ponte azul, vista do ponto mais alto de Dresden. Fonte: acervo pessoal.

Eu amo a parte antiga das cidades, mas Neustadt, a “Cidade Nova” me conquistou. Me lembrou muito Berlin, sua vida movimentada, colorida e entusiasmante. Chega a ser irônico, mas, Neustadt, a “Cidade Nova” tem o privilégio de ser mais velha do que a barroca Altstadt, “Cidade Velha”, que foi praticamente dizimada durante a Segunda Guerra.

Com a reconstrução da Cidade Velha, Neustadt foi totalmente ignorada. Desde a queda do Muro de Berlim, Dresden imitou a emancipação de Berlim, e os moradores começaram a dar vida a Neustadt, usando Grafites por toda a parte, para colorir a cidade. Entre as ruas Louisenstrasse e Alaunstrasse é que tudo acontece. É lá que estão os melhores bares, restaurantes, muitas lojas e cafés. E a decoração é o melhor de tudo. Não tem como não se apaixonar. É em Neustadt que você terá as melhores noites, com muitas opções de entretenimento.

Por mais que você queira economizar, ou não curta bater perna, pra fazer compras é difícil não comprar em Dresden.

É tudo tão lindo no artesanato, principalmente os de madeira e porcelana. Dresden fica pertíssimo de Meissen, onde são fabricadas as porcelanas mais famosas do mundo, e tem várias lojas em Dresden que vendem essas porcelanas. O Elbeflohmarkt é o famoso mercado de pulgas à beira-rio do Elba e está aberto todos os sábados. É um ótimo local para encontrar algumas lembranças exclusivas.

Pessoas de todas as partes de Dresden arrastam tudo o que tornam supérfluo de seus sótãos e porões e montam bancas de mercado ao longo do calçadão. Você pode passar um dia inteiro vasculhando antiguidades, jóias, decorações, peças de porcelana e muito mais.

Em todas as cidades que visito é impossível não visitar os edifícios religiosos. Primeiro porque sou arquiteta e segundo porque é uma riqueza histórica imperdível.

A Frauenkirche (Igreja da Nossa Senhora) quando você entra, nem parece que foi totalmente destruída e reconstruída. Após a unificação alemã (1989), um grupo de 14 membros, deu origem a “Sociedade para promover a reconstrução da Frauenkirche”.

Os trabalhos de reconstrução foram concluídos em 2005, para as comemorações dos 800 anos de Dresden em 2006.

Uma estátua de bronze de Martinho Lutero, que sobreviveu aos bombadeios, foi recuperada e colocada em frente à igreja.

Atualmente a igreja está aberta à visitação pública. O edifício é um dos mais procurados em Dresden. Do alto de sua cúpula é possível avistar todo centro da cidade, o rio Elba e outras áreas mais afastadas da capital da Saxônia.

Katholische Hofkirche é uma igreja católica romana, localizada em Altstadt, no coração de Dresden. É a maior igreja na Saxônia e foi construída, de 1738 a 1751. A igreja foi encomendada por Augusto III, da Polônia e é um dos marcos históricos mais conhecidos de Dresden. A igreja foi muito danificada, durante a Segunda Guerra e foi reconstruída em 1980.

A Kreuzkirche (Igreja da Santa Cruz) é a principal Igreja Evangélica Luterana da Saxônia. Dá pra subir na torre e ter uma vista incrível da cidade.

Quem pensa que comida típica alemã se resume somente a salsicha, batata e cerveja se engana, existem diversas comidas típicas para se experimentar quando for viajar ao país. Esse trio é muitas vezes a base da alimentação alemã, mas basta conhecer um pouco mais da cultura local, para se surpreender, com diversas variações.

Dentre os pratos típicos mais pedidos estão o Eisbein, joelho de porco, que pode ser preparado cozido, frito ou assado, dependendo do prato. Servido com chucrute, uma conserva de repolho é um dos pratos mais famosos da Alemanha e em Dresden também.

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Eisbein um dos pratos mais famosos da Alemanha.

Na Alemanha é chamado de Bretzel, o Pretzel como conhecemos no Brasil, é um dos pães mais básicos e uma das comidas típicas da Alemanha mais famosas. Pode acompanhar batatas e salsichas. Existem as variações doces, que também são maravilhosas.

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Bretzel. Pão típico alemão.

Ainda no centro histórico, vale lembrar a histórica praça Neustädter Markt, que abriga a estátua do cavaleiro dourado. Homenagem a Augusto o Forte.

Depois de tanta beleza é impossível não se convencer de que vale muito a pena fazer um giro pela Alemanha.

É realmente surpreendente.

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Vista aérea de Dresden, Alemanha. Fonte: Google.

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Texto: Lila Amaral.

 

 

 

 

9 comentários em “Dresden – dica de viagem – Alemanha”

  1. Maravilhoso!
    Sou apaixonada pela Alemanha e não vejo a hora de conhecê-la! Na verdade era para eu ter desembarcado em Hamburgo agora dia 01/06, se a pandemia não tivesse atrapalhado os planos… :/
    Mas assim que for possível viajar novamente, estarei a caminho e com certeza Dresden estará na lista! Obrigada pelas dicas 😉

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    1. Eu sempre quis conhecer Munique, Colônia, Frankfurt e Berlim, mas nunca tinha pensado em Dresden. Tinha uma ideia totalmente errada. Achava que era uma cidade que não tinha mudado muito após a guerra. Pra minha surpresa, tem edifícios lindos. Realmente foi uma grata surpresa, mas gostei muito. É um povo muito hospitaleiro e eu achava que eles eram frios, fechados, mas é o contrário. Se pudesse teria ido a todas as cidades Alemãs. Agora, tá difícil viajar.😭

      Curtido por 1 pessoa

    1. Ah, eu ainda tenho outras cidades da Alemanha pra escrever. Mas é tanta coisa pra lembrar, fotos pra escolher. Mas gosto de dar dicas pra quem ama viajar como eu. Alemanha foi uma grande surpresa pra mim, principalmente em relação ao povo, que eu achava que era frio e fechado e não é. Amei. Se pudesse voltaria, principalmente pra Berlim, que fiquei apaixonada.

      Curtido por 1 pessoa

        1. Eu também achei o povo em Budapeste um pouco esquisito. Mas, pra mim, os piores foram os Austríacos (em Salzburgo, foi horrível) e os franceses (esses me fizeram desistir de viajar pela França)… só conheci o sul, porque estava atravessando pra Itália, mais odiei a arrogância e falta de educação deles. São as surpresas que a gente vai tendo pela vida…🤔

          Curtido por 1 pessoa

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