Turismo, Viagens

Belo Horizonte – dica de viagem – Brasil

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Minas Gerais, cidade de Ouro Preto.

Minas Gerais é um grande estado continental (não tem praias), no sudeste do Brasil, conhecido por suas cidades da era colonial, que remetem à corrida do ouro e pedras preciosas, no século 18.

Como arquiteta, eu queria visitar o máximo de cidades possíveis, onde pudesse ver a arquitetura mais barroca do Brasil, as ruas de paralelepípedos com mansões ornamentadas, igrejas barrocas, decoradas pelo escultor Aleijadinho, além da capital, com as obras do arquiteto Oscar Niemeyer.

Belo Horizonte é a atual capital do Estado de Minas Gerais.

Ouro Preto, foi a antiga capital de Minas, mas, como não conseguia mais crescer socio-economicamente, então, Belo Horizonte passou a ser a nova capital do Estado.

Ao mesmo tempo urbana e bucólica, tem fama de ter o povo mais desconfiado do Brasil.

Mas, isso não é verdade. O mineiro é um povo hospitaleiro, agradável, só que é mais reservado. É o famoso jeito “mineirim” de ser.

A cidade possui bairros com diversos tipos de comércio, do popular ao de alto luxo e vida noturna intensa, que lhe rendeu o título de “capital brasileira dos bares“, pela quantidade de estabelecimentos, que animam a noite de “Beagá“, como é carinhosamente chamada por seus moradores.

É uma riqueza esse estado e por incrível que pareça, as maiores belezas, estáo nas cidades do interior, que na capital.

Belo Horizonte tem história recente, num Estado de antigas tradições. Foi fundada em 1897, cerca de 150 anos após a criação da primeira cidade mineira, Mariana, em 1745.

A cidade foi construída de forma planejada, inspirada nos modelos urbanos de Paris e Washington.

A capital é emoldurada pela Serra do Curral e apresenta diversas atrações em sua paisagem urbana, com destaque para o Conjunto Arquitetônico da Pampulha e da Praça da Liberdade, além de outros atrativos turísticos, como: o estádio Mineirão, o Mercado Central, o Museu Histórico Abílio Barreto, o Museu de Artes e Ofícios, localizado na Praça da Estação,  o Palácio das Artes e a praça do Papa, de onde se tem uma excelente vista panorâmica.

A Serra do Curral é um excelente programa para quem gosta de trilhas. A travessia é maravilhosa, porém a trilha tem trechos de difícil acesso. Leva uma média de 2h de caminhada, para chegar até o parque das Mangabeiras! Vista linda de BH e do lado oposto, uma natureza exuberante, com muito verde. O Parque da Serra do Curral, com 400 mil m², oferece trilhas, espaços de convivência e dez mirantes de onde se pode apreciar Belo Horizonte de vários ângulos.

A subida é cansativa, mas a vista vale a pena. O parque é um patrimônio ambiental e não há grande infraestutura para os visitantes. Caso vá fazer as trilhas, leve alimentos e bebidas. Não há lanchonetes no local.

A tranquila área residencial da Pampulha, fica localizada ao lado da Lagoa da Pampulha, um amplo lago artificial. Às margens dele, encontram-se o Museu de Arte da Pampulha, que abriga obras de arte brasileira, a Capela Curial da Igreja de São Francisco de Assis e a Casa do Baile, todos projetados por Oscar Niemeyer com paisagismo de Roberto Burle Marx A Praça de Iemanjá, exibe uma estátua e um portal de metal que homenageiam a deusa das águas africana. Hoje, o conjunto da Pampulha é patrimônio da UNESCO.

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Lagoa da Pampulha, Belo Horizonte, Minas Gerais. Fonte: acervo pessoal.
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Portal e estátua em homenagem a Iemanjá. Praça de Iemanjá. Pampulha, BH.

Museu de Arte da Pampulha

Um de seus principais atrativos, a igreja de São Francisco de Assis, cartão postal de Belo Horizonte é um dos principais trabalhos do arquiteto Oscar Niemeyer, que se tornou mundialmente conhecido pelo projeto e construção de Brasília. Seu interior abriga a Via Crucis, constituída por catorze painéis de Cândido Portinari, considerada uma de suas obras mais significativas. Os painéis externos são de Cândido Portinari, painel figurativo e de Paulo Werneck, painel abstrato. Os jardins são assinados por Roberto Burle Marx, um dos maiores paisagistas do Brasil.

Já o complexo paisagístico da Praça da Liberdade, onde está localizado o Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro, é uma síntese dos estilos que marcaram a história de Belo Horizonte, o art decó (1940), o modernista (1950 a 1960) e o pós-modernista (1980).

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Vista aérea da Praça da Liberdade, Belo Horizonte, Minas Gerais. Fonte: Google.

A praça fica na região da Savassi, no encontro de quatro grandes avenidas: Cristóvão Colombo, Av. João Pinheiro, Av. Brasil e Av. Bias Fortes.

A praça conta ainda com coreto e fonte luminosa e seu traçado e jardins, inspirados no Palácio de Versalhes, são um convite para passeios e caminhadas.

As curvas que marcam a Casa do Baile são características dos projetos orgânicos de Niemeyer. O prédio, localizado à beira da Lagoa da Pampulha, faz parte do Conjunto Arquitetônico, tombado pela UNESCO. Projetada em 1943, para servir de espaço para dança, hoje o edifício preserva a memória de Niemeyer, com desenhos, fotos e frases do arquiteto nas paredes internas.

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Vista aérea da Casa do Baile, Belo Horizonte, Minas Gerais. Fonte: Google.

O local, revestido de azulejos decorativos e rodeado por belos jardins projetados por Burle Marx, abriga exposições temporárias e serve de palco para pequenos shows. A entrada é gratuita.

Outro atrativo turístico de Belo Horizonte é o estádio do Mineirão ( estádio Governador Magalhães Pinto), também chamado de Toca da Raposa. Inaugurado em 1965, é o quinto maior estádio do Brasil, já tendo sediado cinco finais da Copa Libertadores, uma Copa Intercontinental e escolhido como uma das sedes da Copa do Mundo FIFA de 2014.

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Estádio do Mineirão, Belo Horizonte, Minas Gerais.

museu é uma oportunidade ideal para aprender sobre a história do futebol mineiro, nacional e internacional. Ele fica localizado dentro do Mineirão e tem um acervo de camisas de clubes famosos, taças e outras relíquias.

Os guias são muito atenciosos ao passarem as informações para os turistas. No tour, você ainda conhece dependências de dentro do estádio, como os vestiários.

Todo mundo que lê meus posts, sabe que toda cidade que eu chego, eu visito o mercado municipal. Eu amo mercados.

Av. Augusto de Lima, 744 – Centro, Belo Horizonte – MG
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Mercado Central de BH, Minas Gerais.

Em BH, o Mercado Central é uma parada obrigatória. Ir a Minas e não provar o pão de queijo, a goiabada cascão, o queijo de Minas, os bolinhos de chuva, broas de milho, o doce de leite na palha, enfim, provar tudo que você puder, é que nem ir a Roma e não ver o Papa. Se tem uma coisa boa em Minas é a gastronomia. Encontrei até uma cachacinha com os times rivais da Bahia: Bahia e Vitória. Obs: Eu sou BAÊA!!!

Sugestão para quem curte museus, como eu:

Museu Histórico Abílio Barreto: Além do próprio casarão oitocentista, compõe-se de pinacoteca, esculturas, objetos decorativos, vestuário, utensílios domésticos e de uso pessoal, objetos de iluminação e de transporte, equipamentos e instrumentos de trabalho. Enfim, um rico conjunto que permite interpretar a história da cidade.

Av. Prudente de Morais, 202 – Cidade Jardim, Belo Horizonte – MG

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O Museu de Artes e Ofícios – MAO é um espaço cultural que abriga e difunde um acervo representativo do universo do Trabalho, das Artes e dos Ofícios no Brasil. Conta a história de dezenas de atividades profissionais que deram origem à indústria de transformação em Minas Gerais.

O avança no sentido de complementação não só da cidade, mas também do papel que os edifícios da Estação Central representavam, especialmente ao revitalizar não só a arquitetura do local, mas também revitalizando grande parte desse polo cultural e de movimento que ele gerou.

Está localizado na estação ferroviária de BH.

Praça Rui Barbosa, 600 – Centro, Belo Horizonte – MG
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Praça da Estação, BH, Minas Gerais.

A Praça da Estação pode ser considerada o ponto de ignição da cidade planejada de Belo Horizonte, seu primeiro espaço histórico. Em 1897, data da fundação da cidade, todos os novos moradores e trabalhadores chegavam pela estação de trem, tornando a praça adjacente uma espécie de porto seco.

A estação que conhecemos hoje foi construída em estilo eclético, em 1922, para substituir a estação original.

Palácio das Artes – Inaugurado em 1971, foi projetado originalmente por Oscar Niemeyer. Uma super estrutura para apresentações de todos os tipos, em 1997 sofreu um grave incêndio, mas depois da reforma, ficou melhor ainda. Av. Afonso Pena, 1537 – Centro, Belo Horizonte – MG

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Palácio das Artes depois da reforma BH Minas Gerais. Fonte: Google.

Para quem gosta de atrações mais diversificadas, a feira Hippie é a cara de Bh! Muita variedade de artesanato, roupas, acessórios, diversidade cultural, com apresentação de vários artistas de rua e muita variedade de comida. É um ambiente alegre e descontraído. As barracas são separadas por cores, para produtos similares. É realizada todos os domingos na avenida Afonso Pena, centro de BH.

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Vista aérea da feira Hippie de BH, Minas Gerais. Fonte: Google.

Outro tipo de turismo, que nasceu em BH e que já faz parte de outras cidades é a gastronomia.

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Buffet de comida mineira. Fonte: Pinterest

A cidade se orgulha de ter o maior número de bares na cidade, o que incentivou a criação, do festival “Comida di Buteco”, com “u”, como os mineiros chamam carinhosamente seus bares. Vários butecos fazem seus melhores petiscos e quem escolhe o vencedor é um júri especializado. Mas quem ganha é o turista e os moradores, que podem experimentar todas as delícias da famosa cozinha mineira.

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Cartaz do concurso. Fonte: Google.

A Praça Israel Pinheiro, mais conhecida como, Praça do Papa (nome adotado, depois da visita do Papa João Paulo II), localizada no bairro das Mangabeiras, situa-se próxima à base da Serra do Curral, ao final da Avenida Agulhas Negras e a mais de 1.100 m de altitude. Em suas imediações estão outras atrações da cidade, como o Parque das Mangabeiras, projetado por Burle Marx e a Rua do Amendoim, famosa pela ilusão de que objetos sobem livremente uma ladeira.

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Praça do Papa, BH, Minas Gerais.

Assim como em Salvador tem o Baianês, em Minas tem o  Mineirês, que só mineiro entende. Aprendi duas palavras, mas vou fazer um post, com esse tema.

Sugestões de passeios, que vou contar no próximo post:

  1. Viagem de BH para as cidades históricas do interior de Minas: Congonhas, Sabará, Ouro Preto, Mariana, Tiradentes e São João Del Rei.
  2. Visita a Inhotim: Centro Cultural Contemporâneo a céu aberto, com inúmeras galerias de arte e jardins belíssimos.

Como chegar a Belo Horizonte:

Aeroporto

Além do Aeroporto Internacional de Confins, a cidade de Belo Horizonte conta com o Aeroporto da Pampulha. Apesar da melhor localização (a apenas 10 km do centro de BH), o Aeroporto da Pampulha não recebe grandes aeronaves. Os voos são voltados ao mercado interno de Minas Gerais, quase sempre em aviões pequenos que ligam BH a cidades como Diamantina, São João Del Rei e Patos de Minas. A disponibilidade de voos para outras cidades mineiras pode ser consultada no site do Projeto de Integração Regional de Minas Gerais – Modal Aéreo (PIRMA).

Como o Centro de BH fica longe do Aeroporto de Confins mais ou menos 1h e 20 min é necessário pegar um ônibus na rodoviária que sai de 15 em 15 minutos, o valor da passagem é de R$ 13,00 por pessoa.

Pela Estrada

Para quem pretende chegar a Belo Horizonte de carro, as principais estradas de acesso são a BR-040 (para quem chega do Rio de Janeiro e Brasília), a BR-381 (para quem chega de São Paulo) e a BR-262 (para quem viaja do Espírito Santo).

O ônibus também é uma boa opção, especialmente para quem está nas capitais mais próximas. A viagem a partir do Rio de Janeiro, operada pelas empresas Util e Viação Cometa, tem duração de 7h e custo a partir de R$ 75. A partir de São Paulo, a viagem, operada pela Viação Cometa, tem tempo total de 8h e custo a partir de R$ 120. A Rodoviária de Belo Horizonte está localizada bem no centro da cidade e oferece fácil acesso às principais regiões hoteleiras.

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Texto: Lila Amaral.

 

 

 

7 comentários em “Belo Horizonte – dica de viagem – Brasil”

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