Turismo, Viagens

Saragoça – dica de viagem – Espanha

Depois de sair de Tarragona, cidade que faz parte da Catalunha, na Espanha, fiquei em dúvida de que direção tomar, porque são muitas cidades próximas e todas valem a pena conhecer. Eu já tinha ido a Barcelona, mas tinha Lérida, Saragoça, Huesca e Reus, que eu não conhecia. O resto da Espanha eu já conhecia.

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Saragoça, Catalunha, Espanha.

Como Saragoça era a mais distante, decidi ir primeiro, conhecê-la e retornar, conhecendo as demais, pois meu destino era Girona e depois Perpignan, na França.

Saragoça é um município e a capital da província de Saragoça, da comunidade autônoma de Aragão, na Espanha. Clique no link, pra entender melhor a divisão territorial espanhola, porque é um pouco confusa.

Saragoça é a quinta maior cidade do país.

Seu nome atual deriva de seu topônimo romano, (origem de um nome geográfico), César Augusta, que recebeu em honra ao imperador romano César Augusto em 14 a.C. e chegou aos nossos dias através do árabe Šarakusta, e evoluiu para Saragoça.

A cidade está situada às margens do rio Ebro, no centro de um grande vale, com grande variedade de paisagens, desde desertos a bosques densos, prados e montanhas e está situada a 199 metros acima do nível do mar.

No passado, a cidade foi de domínio romano, muçulmano, judeu e cristão católico, o que fez com que, passasse a ser conhecida internacionalmente como “a cidade das quatro culturas”.

A cidade fica entre Barcelona e Madri e muitos visitantes a descobrem por acaso, enquanto estão explorando as outras duas cidades. Por ser uma cidade tão antiga, com origem que data do século 1, há muitas construções de época espalhadas por todo o seu território.

A situação geográfica de Saragoça é excepcional, pois se encontra a meio caminho entre Madrid, Barcelona Valência, distando cerca de 300 km de cada uma.

De trem, pela Renfe, você viaja confortavelmente, rapidamente e com preços super baratos. Confira aqui, como viajar de trem pela Espanha.

São muitas as opções de passeios na cidade. Em 4 dias, conheci tudo, praticamente andando, mas é interessante comprar o bilhete, que dá direito a todos os transportes. Você pode comprar em qualquer tabacaria.

Saragoça deve sua fama turística à monumental Catedral- Basílica de El Pilar, considerada em 2007, como um dos doze tesouros da Espanha, mas  acredite, a cidade tem muito mais para oferecer.

Plaza del Pilar

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Plaza dele Pilar, Saragoça, Espanha.

É o endereço mais querido dos nascidos em Saragoça e uma das praças mais bonitas da Europa. Além de ser um lugar importante para os cristãos, é também ponto de encontro cívico.

A cidade conta com várias igrejas antigas que merecem serem visitadas pelo seu valor histórico e cultural. Há igrejas com mais de dois mil anos no local, como a Basílica de Nossa Senhora do Pilar. A maior parte das igrejas da cidade foram construídas há séculos e são preservadas com bastante cuidado para não perderem seus traços originais.

No centro da praça, levanta-se majestosa a Basílica de Nuestra Señora del Pilar ou, simplesmente El Pilar, que é um dos templos marianos mais importantes do mundo. Diz a lenda que a Virgem Maria, teria aparecido, no ano 40, ao apóstolo Santiago, que estava na ocasião, em Saragoça. A virgem entregou a Santiago uma coluna de jaspe (o “pilar”), para que sobre ele fosse construído um templo. O pilar da lenda deu nome ao templo e pode ser visto no seu interior, sustentando a imagem da Virgem. Em estilo barroco, tem a cúpula pintada, por ninguém menos, que o grande pintor espanhol, Goya. O altar onde está a Virgem é em estilo gótico, todo em madeira, pintado com a cor do barroco, dourado.

Basílica del Pilar

A segunda catedral da Plaza del Pilar, embora esteja na Plaza de la Seo é a Catedral del Salvador, conhecida simplesmente, como La Seo. Foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, como obra-prima da arte mudéjar.

É também a primeira catedral cristã de Saragoça. Em cada pedra da Catedral, encontra-se uma parte da história da cidade. A catedral foi erguida no mesmo lugar ocupado inicialmente pelo templo do foro romano de César Augusta, e depois pela principal mesquita de Šarakusta. Como resultado de sucessivas reformas e ampliações, a catedral contém hoje uma grande mistura de estilos arquitetônicos, do românico até o neoclássico, passando pelo gótico, renascentista e o barroco.

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La Seo, Plaza del Pilar, Saragoça, Espanha. Fonte: acervo pessoal.

Por ser uma cidade muito antiga, Saragoça dispõe de ruínas romanas e mouriscas, da época em que pertenceu ao império muçulmano. Dentre as ruínas a serem visitadas está o Palácio Aljafería e restos do que sobrou de César Augusta, primeiro nome dado à cidade, no começo de sua existência. Foi com mais de mil anos de existência, que a cidade passou a ser chamada de Saragoça ou Zaragoza.

Se existe um lugar que ninguém deveria perder, esse é o palácio de La Aljafería, construído durante o período muçulmano na região. Hoje é uma das jóias da cidade.

Se trata de um palácio de origem islâmica medieval. No local, há muito o que aprender sobre a Espanha moura, bem como, conhecer uma arquitetura diferenciada, que não está presente em todos os locais históricos da Europa.

La Alfajería, assim como a Mesquita de Córdoba, o Alcázar de Sevilha e La Alhambra de Granada, representam um legado espetacular da passagem dos árabes pela Península Ibérica.

Declarado Patrimônio Mundial da Humanidade, pela UNESCO, como um dos monumentos mais representativos da arte mudéjar no território Aragonês, deve estar nos primeiros lugares, do que fazer em Saragoça.

Rio Ebro é um dos símbolos mais importantes da cidade e não há melhor lugar para contemplá-lo, que a Ponte de Pedra, a mais antiga da cidade. É uma construção gótica que foi terminada em 1140, erguida no mesmo lugar onde havia uma ponte romana. Caminhando até a metade da ponte, chega-se ao Pretil de San Lázaro, um pequeno mirante na lateral da ponte, onde é possível contemplar a silhueta da Basílica del Pilar refletida nas águas do rio. Um espetáculo imperdível.

Casco Viejo é o nome que recebe o centro histórico de Saragoça, que corresponde com o desenho da antiga César Augusta, a Saragoça Romana. A lista de atrações no Casco Viejo é interminável: as muralhas romanas, o Torreón de la Zuda, o Mercado CentralSanta Isabel de Portugal, a Plaza de San Felipe, o teatro romano, el Tubo, a Plaza de Santa Marta, o Arco del Deán ou a Torre de la Magdalena são algumas, além das já mencionadas, El Pilar e La Seo.

El Tubo, no entanto, ponho em destaque, por ser um lugar misterioso e picante, que conseguiu proteger parte de sua herança ao longo da história de Saragoça. O tapeo, a tradicional arte espanhola de ir comendo tira-gostos pulando de um bar para outro, é levado muito a sério em Saragoça. E o melhor lugar para tapear é Ele Tubo.

Está localizado no Bairro de San Gil, na parte antiga da cidade, limitado pela Plaza España, Calles Alfonso I, Don Jaime I e Méndez Núñez.

Você não pode sair da cidade sem se perder, caminhando em seus becos estreitos cheios de aromas gastronômicos e com alguma jóia escondida. De repente você entra num restaurante e tem um pedaço de um muro romano, fazendo parte da decoração.

É um lugar extremamente animado, cheio de bares, restaurantes e é a área de tapas mais famosa da cidade, abertos todos os dias da semana e você pode almoçar ou jantar, embora seja uma área que geralmente é mais animada durante a noite, no meio da semana e nos fins de semana a qualquer hora do dia.

Ainda no centro histórico, pra quem curte uma atividade mais cultural, recomendo:

O novo Museu Goya, localizado dentro do palácio Pardo Renaissance, localizado na Calle Espoz y Mina, na parte antiga da cidade, muito perto da Plaza Santa Cruz e a poucos metros da Plaza del Pilar, abriu  suas portas em 2015, embora suas origens remontem a 1979, quando, José Camón Aznar, que inaugurou o museu que levava seu nome, Museu Camón Aznar, no qual exibia sua coleção particular de obras, dentre elas, pinturas de Goya.

É o único Museu Goya do mundo, que possui em sua coleção permanente, toda a série completa deixada pelo pintor.

Outra grande atração da cidade, que infelizmente não participei é a semana santa. O evento acontece a mais de 700 anos e foi declarado Festival de Interesse Turístico Internacional atraindo milhares de turistas que desfrutam de uma semana cheia de procissões e eventos religiosos pelas ruas de Saragoça.

Como eu ando muito pelas cidades que visito, vou encontrando os pontos turísticos mais famosos e os menos famosos também, mas não menos interessantes, como a Plaza de Toros de la Misericórdia, também conhecida como ” La Misericordia ” ou ” Praça de Touros Ramón Pignatelli “, na Calle de Ramón Pignatelli. É a segunda mais antiga praça de touradas da Espanha, com 48 metros de diâmetro.

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La Misericordia, Saragoça, Espanha. Fonte: acervo pessoal.

Andando uns 600 metros, saímos na Calle de José Anselmo Clavé, onde podemos ver a parte moderna de Saragoça, com edifícios com arquitetura bem arrojada, como a CaixaForum de Saragoça (porque existem outros, em outras cidades espanholas), um centro cultural, projetado para todos os públicos, com exposições, principalmente temporárias e que oferece uma ampla oferta cultural, artística e educacional.

A 200 metros da CaixaForum, está a estação Portillo, que leva até a estação Delícias, que é a entrada, para quem chega de trem a Saragoça. Eu fui direto de Tarragona, para Saragoça e a viagem dura 3h e meia, se for sem baldeação.

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Estação Delícias, Saragoça, Espanha. Fonte: acervo pessoal.

Caminhando até o hotel onde fiquei hospedada, pude conhecer uma ruína importante da cidade.

De estilo neoclássico, a Puerta del Carmen, era um dos doze portões da cidade (quatro romanos e oito medievais), mas agora fica isolado no Paseo María Agustín, no centro de uma rotatória.

A porta tem uma estrutura do arco triunfal romano com um arco central e dois laterais menores. Sem grande interesse arquitetônico, tem o valor histórico de ter testemunhado eventos importantes para a cidade. Durante a guerra dos locais (1808-1809), a porta serviu de bastião para a resistência aragonesa, deixando os traços dos projéteis ainda visíveis em sua estrutura.

E aí, Saragoça vale ou não a pena ser visitada?

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Texto: Lila Amaral.

 

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