Turismo, Viagens

Edimburgo – dica de viagem – Escócia

Uma das vantagens de morar na Irlanda é que dá pra viajar por toda a Europa, através da empresa aérea Ryanair, por preços inacreditáveis. Eu viajei pra Luxemburgo e paguei numa passagem de ida, de lá pra Edimburgo, apenas € 5,99. Tudo bem que, foi no inverno, mas super valeu a pena, porque é uma cidade incrível. Mas o frio e o vento são de matar.

A melhor época pra ir pra Escócia é na primavera, onde não é tão quente, nem frio e as cores da vegetação abundante, fazem o cenário parecer uma pintura.

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Cidade velha, Edimburgo, Escócia.

Edimburgo é a compacta e elevada capital da Escócia, que mistura uma cidade velha medieval, com uma elegante cidade nova georgiana, com muitos jardins e construções neoclássicas, nos deixando com a sensação de estar voltando no tempo, na época dos castelos e batalhas entre os clãs escoceses.

Durante a idade média, Edimburgo foi considerada como a cidade mais suja da Europa, entre outros adjetivos pejorativos, no entanto, hoje, a capital da Escócia é um daqueles lugares que se destaca, por conta das suas inúmeras lendas, seu lado místico, as histórias das Highlands (terras altas escocesas, e seus guerreiros) e todo seu contexto histórico.

Eu me apaixonei pela Escócia, antes de conhecê-la, quando li os 08 livros de Diana Gabaldon, que depois, inspiraram a grande série da HBO, Outlander. Foi paixão por ambas, série e Escócia.

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Cartaz da série Outlander. Fonte: Google.

Esqueça o modelo tradicional de cidade e pense num lugar dominado por um castelo no topo de uma colina, vigiando toda a cidade, composta por suas mansões góticas, becos estreitos de onde histórias de séculos passados, parecem ressurgir a cada passo e adicione a isto, um povo alegre, que se orgulha de suas tradições.

Uma terra onde os homens usam saias ou kilts coloridos e as crianças aprendem desde cedo a tocar gaita de foles. Um lugar frio, muitas vezes, gelado, com ventos cortantes, que parecem que vão nos arrancar do chão, mas que tem um povo de sangue quente, caloroso, extremamente família, com um sotaque difícil de compreender e que dá a vida por um bom uísque, essa é Edimburgo.

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O kilt e a gaita de foles, tradição escocesa.

Edimburgo é muito antiga, com sua história começando no período mesolítico, passando pela era do bronze e as invasões romanas. A formação da Escócia, bem como, artefatos dessas épocas, podem ser vistos na National Gallery of Scotland.

Mesmo depois de guerrear por sua Independência e após serem derrotados pelos ingleses, hoje a Escócia, faz parte do Reino Unido.

As atrações de Edimburgo, podem ser listadas em diferentes categorias, para facilitar seu tour e definir o que você quer ver e fazer.

Para ver a parte histórica da cidade:

A área mais visitada de Edimburgo é a Old Town (cidade velha), onde estão os edifícios mais antigos, como o famoso Castelo de Edimburgo, uma antiga fortaleza, no topo do Castle Rock (rochedo do castelo), a 120m, acima do nível do mar.

É um dos mais importantes castelos do país, sendo a segunda atração turística mais visitada na Escócia. Entre as suas atrações, estão as jóias da Coroa Escocesa: a coroa, a Espada e o Cetro, encontram-se entre as mais antigas da Europa.

The Royal Mile é o nome popular para a sucessão de ruas que formam a principal via do centro histórico de Edimburgo.

Como o nome sugere, a Royal Mile é de aproximadamente uma milha escocesa, e se estende entre os dois pontos históricos da cidade: a partir do Castelo de Edimburgo até a Abadia de Holyrood, (situada no terreno do Palácio de Holyrood).

A rua está sempre lotada de turistas e em sua extensão é possível visitar várias outras atrações na cidade, como a Camera Obscura & World of Illusions, o Scotch Whisky Experience, o Tartan Weaving Mill, dentre outros.

É chamado pela população local como, “High Street”, mas corretamente, este é o nome de apenas um trecho. As ruas que compõem a Royal Mile são: Castle Esplanade, Castlehill, Lawnmarket, High Street, Canongate and Abbey Strand. A Royal Mile é uma das vias turísticas mais movimentadas de Edimburgo, superada apenas pela Princes Street.

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Royal Mile, Edimburgo, Escócia.

St Giles’ Cathedral – é uma catedral dedicada a Santo Egídio, santo padroeiro da cidade e tem sido local de culto cristão por mais de 900 anos. Localizada na Royal Mile, foi fundada em 1124 e é considerada a Igreja Mãe do Presbiterianismo Mundial.

St Giles é em primeiro lugar uma igreja que funciona, tem cultos normais, mas também recebe visitantes para conhecer a história do edifício. Hoje a igreja desempenha um papel importante na vida cultural da cidade e da nação, abrigando uma grande variedade de concertos, palestras, exposições e cerimônias cívicas, que contam, muitas vezes, com a visita da rainha da Inglaterra.

INFORMAÇÕES DO VISITANTE

Localização:  mapa
Contato: info@stgilescathedral.org.uk
Site: stgilescathedral.org.uk
Horário de funcionamento

Parlamento Escocês – O edifício do é a sede do Parlamento Escocês localizado no centro de Edimburgo. A construção do edifício começou em junho de 1999 e só começou a funcionar em 2004. O edifício tem estilo desconstrutivista  e pós- moderno, contrastando com o visual medieval da Old Town. O prédio do Parlamento Escocês, ou Scottish Parliament Building, pode ser visitado e é bastante interessante por sua arquitetura arrojada. A visita é importante também para entender como funciona a Escócia como país e parte do Reino Unido.

A primeira imagem é da fachada e a segunda, peguei uma vista aérea no Google, para dar uma ideia do conjunto. É contraste total, mas o edifício é bem bonito.

Palácio de Holyrood 

O Palácio de Holyroodhouse, ou informalmente Palácio de Holyrood, foi fundado inicialmente, como um mosteiro, por David I da Escócia, em 1128. Serviu como principal residência dos reis e das rainhas da Escócia desde o século XV. O Palácio de Holyrood, localiza-se no extremo da Royal Mile. Em seu terreno, encontram-se as ruínas da Abbey Holyrood (Abadia de Holyrood).

Holyrood é criada a partir do termo escocês Haly Ruid (Cruz Sagrada).

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Palácio de Holyrood, Edimburgo, Escócia.
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Ruínas da Abbey Holyrood (Abadia de Holyrood), Edimburgo, Escócia.

Holyrood Park – também chamado de Queen’s Park ou King’s Park, é um parque real no centro de Edimburgo, a cerca de 1,6 km a leste do Castelo de Edimburgo. É aberto ao público, possui uma área ótima para lazer, com uma série de colinas, lagos, vales, cordilheiras e falésias, com uma paisagem deslumbrante. O parque está associado ao palácio real de Holyroodhouse e era anteriormente uma propriedade real de caça do século XII.

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St. Margaret’s loch, lago em Holyrood park, Edimburgo, Escócia.

Arthur’s Seat – é o maior pico do grupo de colinas que dominam a paisagem de Edimburgo. A elevação de origem vulcânica, tem 251 metros e é um dos símbolos da cidade. Está localizado a pouco mais de um quilômetro do Castelo de Edimburgo. É mais um passeio pra quem viajou no verão ou primavera. No inverno é bastante frio, chuvoso, escorregadio e com ventos muito fortes. Tem que ter coragem pra encarar e um pouco mais de energia, mas vale a pena pelas vistas de tirar o fôlego.

Dizem as lendas que, o local era Camelot no passado, por isso o nome “Arthur’s Seat”, que é onde seria o local do trono do mitológico Rei Arthur.

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Pico Arthur’s Seat, Edimburgo, Escócia.

Para quem quer fazer um turismo mais cultural, tem museus muito interessantes pra visitar. Clique nos links abaixo, para saber sobre acervo, preços e horários.

National Gallery of Scotland
The Royal Scottish Academy
Museum on the Mound
National Museum of Scotland

Atrações imperdíveis

  • Excursão subterrânea de 1 hora ao beco de Mary King 

O beco mais famoso de Edimburgo é o The Real Mary King’s Close. O seu nome tem origem numa jovem chamada Mary King, filha do advogado Alexander King, que, no século XVII, possuía várias propriedades naquele beco.

Depois de ter ficado fechado ao público durante anos, ali ressurgem as histórias das vítimas da peste, assassinos e assassinados, hoje transformados em lenda. Reaberto ao público em 2003, o Mary King’s Close mostra a miséria que dominava esse mundo nos séculos XVI e XVII.

O passeio visita os diferentes lugares, onde sobreviviam os cidadãos mais pobres da cidade, enquanto esperavam que a peste ou algum criminoso terminasse com seu sofrimento.

Existe uma outra lenda no local, sobre Annie, uma menina que chorava desconsoladamente, porque perdeu sua boneca, há centenas de anos. Muitos dos visitantes costumam levar brinquedos ou doces para consolar a pequena Annie, para que ela deixe de vagar pelas ruas. Todos os brinquedos levados pelos visitantes são doados para as crianças necessitadas.

  • Camera Obscura & World of Illusions

Muito próximo da entrada principal do Castelo de Edimburgo, a câmara obscura, tem várias atrações interativas, muito interessantes. Ao começar, pelo 7° andar, na cobertura, tem uma vista  excelente da cidade, que pode ser desfrutada, com o uso de binóculos. Uma apresentação de 15 minutos, impressiona pela precisão das lentes que projetam imagens da cidade, à medida que a pessoa que apresenta vai manipulando o instrumento. Nos demais andares, quadros e peças com hologramas, ilusões de ótica, jogos de luzes e espelhos são muito divertidos. Programe umas 2 horas, para a visita completa.

  • Scotch Whisky Experience

Essa visita, mesmo que você não beba, ou seja amante de uísque, vale a pena. Eles possuem áudio guia em português durante toda a visita. Além de contarem a história, o processo de fabricação e peculiaridades do uísque escocês, que é o melhor do mundo, fazem tudo isso estimulando todos os sentidos do corpo. Após a visita guiada, tem a degustação, pra quem gosta. Além da visita ser legal, ainda tem o edifício, que é belíssimo e o uísque mais caro da coleção, no valor de £30.000( trinta mil libras). É puxado!

  • Tartan Weaving Mill
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Os tartans de cada clã específico.

Na saida do Castelo de Edinburgo é uma loja/fábrica, onde se comercializa e expõe o principal tecido local, o tartan, o maquinário real, armaduras e lembranças, para presentear. O tartan, representava cada clã, através de um padrão de tecido, que eram confeccionados os kilts. A entrada é gratuita.

As cidades europeias são sempre cheias de monumentos, já que têm muitas histórias, com personagens importantes, para contar. Em Edimburgo não é diferente. Os monumentos mais estão por toda parte, mas sempre têm os mais importantes e visitados.

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Scott Monument, Edimburgo, Escócia.

Scott Monument – Ao chegar a Edimburgo e colocar os pés na Princes Street, antes mesmo de olharmos para o Castelo de Edimburgo, o Scott Monument já atrai a nossa atenção e não é pra menos, já que o monumento tem um pouco mais de 60 metros de altura.

De onde quer que estivermos em Edimburgo, vamos conseguir vê-lo. Sir Walter Scott foi um escocês, que se destacou como escritor, e foi talvez, um dos mais populares da Escócia.

O monumento em estilo gótico, pode ser visitado. É só ter disposição para subir 287 degraus até o topo e ter uma das vistas mais espetaculares da cidade.

Calton Hill – É uma colina, com cerca de 105 metros de altura, situada na área central de Edimburgo. A vista da cidade lá de cima é surpreendente. Vários pontos turísticos importantes se encontram ali, como o Monumento Nacional da Escócia (uma acrópole inacabada), o Nelson Monument, o Dulgald Stewart Monument, um dos símbolos de Edimburgo, e o observatório da cidade.

O lugar vale a pena pela vista e pelos monumentos, que são realmente bonitos. Lá de cima é possível observar toda a Princess Street, a rua mais célebre da cidade.

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Estátua do cão, Greyfriars Bobby,

Greyfriars Bobby – foi um cachorro da raça Skye Terrier, que ficou conhecido em Edimburgo, no século XIX por ter passado 14 anos guardando o túmulo de seu dono, até sua própria morte em 1872.

É um local cheio de simbolismo, que fica ao lado do cemitério, Dean Cemetery, onde a escritora britânica, J.K. Rowling se inspirou, para criar os nomes dos seus famosos personagens da saga Harry Potter.

Um ano após a morte do cachorro, foi construída uma fonte e uma estátua em sua homenagem. Muitos filmes e livros foram baseados na vida de Bobby, incluindo a Disney.

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Princess Street, Vista do The Mund, Edinburgo, Escócia.

Bom, não existe viajem sem comida típica e sem compras. Mesmo estando num país, onde a moeda é a mais cara do planeta, dá pra fazer umas comprinhas e desfrutar de algumas delícias locais.

Princess Street, rua mais frequentada de Edimburgo é conhecida pelo seu intenso comércio.

Uma sugestão é conhecer o Grassmarket. A região tem hotéis, lojas, restaurantes com mesas ao ar livre, cafeterias, pubs e casas noturnas, sendo considerada um dos principais pontos de interesse da capital escocesa. A região se destaca pelo forte comércio e pela variedade de entretenimento, é um local indicado para quem quer fazer compras, fazer uma refeição ou curtir a vida noturna.

Grassmarket ainda é interessante devido à arquitetura medieval que conserva e pela vista que se tem do castelo de Edimburgo.

Quando for parar para comer, não deixe de passar no The Elephant House, uma cafeteria que está sempre cheia devido à fama acidental que recebeu. Foi lá que J.K. Rowling começou a escrever os primeiros esboços do que um dia viria a ser os livros do bruxinho mais famoso do mundo, Harry Potter. É uma parada obrigatória para fãs de Harry Potter, ou para quem quer tomar um gostoso café com uma típica torta de maçã escocesa.

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Cafeteria, The Elephant house, Edinburgo, Escócia.

Pela proximidade com o mar, é natural encontrar nos restaurantes, pratos com peixes e frutos do mar, com destaque para o salmão e o famoso fish & chips (peixe com batatas). Se quiser conhecer a comida típica do país, experimente: haggis (feito com os miúdos de ovelha), scotch broth (sopa com vegetais, carne de cordeiro e cevada) e para a sobremesa, oatcakes (uma espécie de panqueca com queijo, mel e framboesa).

Eu preferi ficar só na sopa, não só por causa do frio, mas porque não sou muito chegada a miúdos, apesar de afirmarem que é muito bom, principalmente, se acompanhado de um bom uísque.

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Típica sopa escocesa, Scoth broth.

Para se locomover em Edimburgo é muito fácil.

Ônibus

Os ônibus públicos são regulares, fáceis de usar e percorrem toda a cidade. Use o mapa turístico, para saber onde pegar e onde descer. Lembre de comprar o ticket antecipadamente.

Elétrico

A cidade tem um sistema de bonde que vai de York Place, no centro da cidade até o aeroporto. Todos os bondes são acessíveis para cadeiras de rodas e têm Wi-Fi a bordo. Consulte: https://edinburghtrams.com .

Táxis

Os táxis em Edimburgo podem ser chamados na rua. Os serviços Minicab oferecem reservas antecipadas.

Dirigindo

Existem sete esquemas de estacionamento e transporte operando em Edimburgo e nos arredores, onde você pode estacionar fora do centro da cidade e depois pegar um ônibus. Saiba mais em, porque não pode estacionar em qualquer lugar, as multas são pesadas:  https://www.edinburgh.gov.uk/homepage/10449/parking-spaces

Curta um pouco da magia de Edimburgo:

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Texto: Lila Amaral.

 

8 comentários em “Edimburgo – dica de viagem – Escócia”

    1. Eu sempre quis conhecer, mas a série e os livros (dos quais sou apaixonada), definitivamente, foram decisivos. Não fui até às Highlands, mas adoraria ter ido. Depois vou postar sobre Glasgow. A Escócia, assim como a Irlanda é um país meio selvagem, quando se fala de natureza, riquíssimo em história e extrema acolhedor. Essa foi outra surpresa pra mim, pois eu achava que o escocês era bravo, rude, mas é o oposto. As melhores estações pra ir, são primavera e Outono, porque as cores da vegetação abundante fazem a diferença. Ainda espero voltar e poder conhecer as Highlands e Inverness. Esse mundo tem tanta coisa linda, que a gente fica doida 😂😂 Bjs e bom findi 😘

      Curtido por 1 pessoa

      1. Siiim, é muita coisa linda mesmo!
        Ficarei atenta aqui para o post de Glasgow.
        E, nossa, acho que eu me realizaria conhecendo as Highlands haha
        Beijos, querida e bom fim de semana para você também 💕🌸

        Curtido por 1 pessoa

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